Instituto Latino Americano de Sepse – Sepse em Foco - Nº 20 - Outubro - 2019
 
 
Diretoria do ILAS participa de Audiência Pública sobre a implantação de protocolos de sepse em hospitais na cidade de São Paulo

No dia 13 de setembro, quando se comemora o Dia Mundial da Sepse, a diretoria do ILAS – Instituto Latino Americano de Sepse, representada pelo seu presidente, Dr. Luciano Azevedo, e pelo membro Dr. Reinaldo Salomão, participou da Audiência Pública que discutiu o PL (projeto de lei) 664/2018, que institui 13 de setembro como Dia da Sepse em São Paulo; e o PL 665/2018, que trata da adoção de protocolo de prevenção, diagnóstico e tratamento da sepse em unidades públicas de saúde na cidade.

Os dois PLs são do vereador Aurélio Nomura (PSDB), que salientou em sua apresentação: “Prevenir a sepse significa poupar vidas, além de reduzir custos de tratamento e tempo de internação”.


Além do vereador e dos representantes do ILAS, a paratleta Adriele Silva, sobrevivente da sepse, também fez questão prestar o seu depoimento em defesa da aprovação dos dois PLs. Adriele comoveu a todos com a sua luta para superar a síndrome, em 2012. A paratleta ficou mais de 50 dias internada na UTI e teve os pés amputados, com sequelas nas mãos e cérebro. “Hoje tudo o que eu faço é em função do que me aconteceu. Foi difícil tomar a decisão de ser paratleta, mas segui por esse caminho porque nas empresas ainda não existe uma cultura de empregabilidade para pessoas com deficiência com o devido respeito no ambiente de trabalho”, disse.
Dr. Reinaldo salientou que certa de 30 milhões de pessoas desenvolvem sepse no mundo anualmente e, destes, 5 milhões vão a óbito. No Brasil, que não entra nessas estatísticas globais, cerca de um terço dos leitos hospitalares estão ocupados por pacientes com sepse, e a taxa de mortalidade passa de 50%.


Dr. Luciano Azevedo lembrou diversas personalidades que morreram em decorrência de sepse, como o papa João Paulo II e Tancredo Neves. O ILAS trabalha para a melhoria do atendimento com formações em unidades de todo o Brasil, com estudos epidemiológicos. “Uma pesquisa que fizemos mostrou que 93% das pessoas nunca ouviram falar de sepse. Mesmo entre os profissionais de saúde, a porcentagem é bastante significativa”, disse.
Também participara da discussão o Dr. Paulo Rogério Soares, diretor do Pronto Socorro do INCOR (Instituto do Coração), apresentando um caso de sucesso devido à implantação do protocolo, e o Titular da Autarquia Hospitalar Municipal, o Dr. Ivomar Gomes Duarte, que confirmou que será firmada uma parceria com o ILAS para a formação nos principais hospitais municipais de adequação ao protocolo.


Já Adalberto Kiochi Aquemi, assessor-técnico da Secretaria Municipal da Saúde, também declarou que existe a intenção de colaborar para a elaboração e aperfeiçoamento dos projetos de lei. “Um dos avanços que podemos buscar é oferecer melhores condições para as pessoas que sobrevivem à sepse”, disse.

Fonte: Câmara Municipal de São Paulo

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