Instituto Latino Americano de Sepse – Sepse em Foco - Nº 19 - Julho- 2019
 

Maio foi o mês da Sepse no Rio de Janeiro com o Sepsis Rio 2019

A décima sexta edição do Fórum Internacional de Sepse, evento promovido pelo ILAS, incorporou um dos mais importantes eventos sobre o tema do mundo: O International Sepsis Forum (ISF), realizando juntos o Sepsis Rio 2019, nos dias 8 e 9 de maio, reunindo perto de 800 pessoas para importantes debates sobre o tema. 2019 foi o segundo ano em que os dois eventos e organizadores se uniram para realizarem esse grande encontro.

Foram dois dias de muita discussão e possibilidades aos participantes de poderem interagir com os mais importantes nomes que se dedicam ao estudo da sepse: 14 internacionais e mais de 70 nacionais. “As discussões comtemplaram também a multidisciplinaridade, com uma sala dedicada aos profissionais não-médicos, bem como uma sala totalmente voltada aos trabalhos e pesquisas focados na neonatologia e pediatria”, disse a Dra. Flávia Machado, médica intensivista e membro da comissão científica do ISF 2019.
Temas como a vida do paciente sobrevivente da sepse após a UTI e abordagem multidisciplinar foram destaques da programação. O brasileiro Dr. Ricardo Fischer, cirurgião dentista e Professor Titular de Periodontia (UERJ), trouxe estudos que demonstram que os marcadores inflamatórios estão aumentados na periodontite e acrescentou: “A integração entre os profissionais de saúde é ideal para que essa causa de sepse seja reduzida”.
O cenário da sepse no mundo foi apresentado pelo médico australiano Dr. Simon Finfer, que abriu uma de suas palestras com o questionamento. “A sepse tem o manejo inadequado em todo local do mundo. E para que consigamos vencer essa guerra, precisamos que a Sepse seja o interesse nas agendas de políticas públicas. A OMS pressiona os Estados membros ao definir a Sepse como uma Prioridade de Saúde Mundial. Mas não pode obriga-los a tomar atitudes”, e reforçou: “os principais defensores dessa luta são os sobreviventes da sepse, bem como pessoas que perderam seus entes para ela. Sobreviventes esquecidos pelo sistema, com problemas físicos, mentais e sociais”.

O Presidente do ILAS, Dr. Luciano Azevedo, comemorou o sucesso do encontro. “A cada ano, o nosso evento vem ganhando mais destaque entre os pesquisadores nacionais e internacionais, fruto de um trabalho de dedicação de todos que compõem o nosso time e também de pesquisadores voltados a minimizar os efeitos da sepse no mundo. Foram dois dias de muito conhecimento para todos”, finalizou.
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