Palmas terá ação de conscientização sobre a sepse no dia 13 de setembro na Rodoviária

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Brasil registra 670 mil casos por ano. Mais de 50% vão a óbitoPublicada em 26/08/2016 São Paulo, 25 de agosto de 2016 – 13 de setembro é o DIA MUNDIAL DA SEPSE. Para lembrar o cenário sobre a síndrome que mata 1 pessoa a cada segundo no mundo, instituições de saúde de todos os continentes promovem ações de conscientização junto à população e aos profissionais de saúde.No Brasil, o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), há cinco anos, desenvolve atividades de conscientização sobre a sepse, conhecida antigamente como septicemia ou infecção generalizada. Esse ano as ações acontecerão em 14 capitais, entre elas Palmas.No dia 13 de setembro, profissionais de saúde atenderão às dúvidas da população sobre a SEPSE, na Rodoviária de Palmas (Av. Hélio, 125), das 8 às 15 horas.Na ocasião será distribuída uma história em quadrinho (CLIQUE AQUI), criada pelo ILAS, que retrata de forma simples a questão da importância do rápido diagnóstico, permitindo o entendimento por leigos. Nesse dia, também, profissionais de saúde estarão à disposição da população para responder às dúvidas.Além das ações voltadas à população, o ILAS enviará a mais de 1.700 instituições de saúde material específico aos profissionais de emergência, pronto-socorro e UTI.Sobre a Sepse – A sepse hoje é responsável por mais óbitos do que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio. Estima-se cerca de 15 a 17 milhões de casos registrados por ano no mundo, sendo 670 mil só no Brasil. Ao contrário do que se pensa, sepse não é um problema apenas de pacientes já internados em hospitais, pois a maioria dos casos é de pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência. O aumento da incidência e a progressiva gravidade desses pacientes fazem com que os custos de tratamento também sejam elevados.O Instituto Latino Americano de Sepse, ILAS, avaliou em sua base de dados a mortalidade por sepse de pacientes provenientes do prontos-socorros. Os dados revelaram que 53,17% de pacientes com sepse, atendidos inicialmente em prontos-socorros (PS) de hospitais públicos, vão a óbito, enquanto em hospitais particulares esse número é de 25,8%. Possíveis explicações para essa diferença importante incluem dificuldade no reconhecimento precoce e um número inadequado de profissionais nos PS de hospitais públicos. “O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Todas as instituições devem treinar suas equipes, principalmente de enfermagem, para reconhecer os primeiros sinais de gravidade e dar atendimento preferencial a esses pacientes nos serviços de urgência”, explica o médico intensivista Dr. Luciano Azevedo, presidente do ILAS.O médico alerta ainda que o tratamento adequado nas primeiras seis horas tem clara implicação no prognóstico e na sobrevida dos pacientes. “Medidas simples, como coleta de exames, culturas, antibióticos na primeira hora e hidratação podem salvar vidas”.O grupo de maior risco para o desenvolvimento da sepse é formado por crianças prematuras e abaixo de um ano e idosos acima de 65 anos; portadores de câncer; pacientes com AIDS ou que fazem uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo contra infecções; pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes; usuários de álcool e drogas; e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, tubos para medicação (cateteres) e tubos para coleta de urina (sondas).Mas atenção: qualquer pessoa pode ter sepse. “Embora não existam sintomas específicos, todas as pessoas que estão com infecção e apresentam febre, aceleração do coração, respiração mais rápida, fraqueza intensa e, pelo menos, um dos sinais de alerta, como pressão arterial baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou ficam confusos (principalmente idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico”, esclarece Dr. Luciano Azevedo.O desconhecimento da população em relação aos primeiros sintomas e, consequentemente o atraso na procura de auxilio, também é um dos entraves a serem vencidos. Uma pesquisa do ILAS em 134 municípios brasileiros mostrou que 93% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre a sepse. De forma oposta, 98% tinham conhecimento prévio sobre infarto do coração.
Fonte: O Girassol-BR
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