Hoje é dia de combater a sepse, infecção que pode levar à morte

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A sepse é a principal causa de óbitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Estimativas mostram que a cada 5 minutos uma pessoa morre de sepse no mundo. A doença mata mais do que infarto e câncer juntos, numa incidência mundial. O problema ocorre quando um agente infeccioso, como bactérias, vírus ou fungo, entra na corrente sanguínea da pessoa e afeta todo o sistema imunológico, o que pode provocar uma inflamação descontrolada no organismo.Para alertar para a gravidade do problema e da importância do socorro imediato ao surgimento de sintomas, foi criado o Dia Mundial de Combate à Sepse, lembrado todo 13 de setembro. Uma ampla campanha será realizada no Hospital São Domingos durante toda a semana para sensibilizar a população sobre esse problema, muitas vezes negligenciado.“Normalmente, quando a gente tem alguma infecção, nosso organismo gera uma resposta inflamatória, responsável por conter esse processo infeccioso. Algumas vezes, entretanto, essa resposta inflamatória é exacerbada e, além de conter o processo infeccioso, lesa alguns órgãos do paciente e causa seu mau funcionamento. Então, no caso do cérebro, a pessoa pode começar a ficar sonolento; no caso do coração, a pessoa pode ficar com a pressão mais baixa. Vários órgãos podem ser acometidos”, explica o médico Rodrigo Azevedo, da UTI do Hospital São Domingos.Segundo o médico, a sepse pode ocorrer em qualquer pessoa que esteja com um quadro infeccioso, com febre e alguma infecção presumida ou confirmada e que seja acompanhada de alguma disfunção orgânica, entre elas disfunção cerebral, apresentada por sonolência, ou taquicardia (respiração mais rápida). “A pessoa que apresenta algum desses sintomas pode ter sepse e deve procurar imediatamente um pronto socorro para que se identifique a ocorrência e se inicie o tratamento. O atendimento de paciente com sepse deve ser rápido e preciso”, alerta.PropensãoRodrigo Azevedo explica que algumas pessoas têm maior propensão a desenvolver sepse, como por exemplo, aquelas que têm alguma doença prévia, como insuficiência renal, imunossupressão (deficiência das defesas normais do organismo), problema crônico do fígado, recém-nascidos e idosos.O médico alerta que a sepse é uma doença grave, que, quando não leva a óbito, pode deixar sequelas que alteram a qualidade de vida da pessoa, como fraqueza muscular, insuficiência orgânica (como renal, pulmonar e outras).Segundo o especialista, atualmente a maior parte dos estudos mostra que é importante haver protocolos, pois isso faz com que se identifique o paciente com sepse com maior rapidez e se defina o tratamento mais correto. “O Hospital São Domingos já tem seu protocolo de sepse há muitos anos e tem como base tudo o que há de mais recente na literatura médica internacional. Com isso, a gente consegue manter uma boa recuperação e sobrevida para os pacientes que têm sepse”, informa.PalestrasEmbora seja uma velha conhecida da comunidade médica e hospitalar, a sepse é um dos assuntos que mais desafiam a medicina. Hoje, dia conhecido no calendário da saúde como o Dia Mundial de Combate à Sepse, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), atual responsável pela gestão de parte das Unidades de Saúde do Estado, promove um dia de programação sobre o tema. Aberto ao público, o evento tem como alvo principal os profissionais da rede de saúde pública.A ampla discussão com novas orientações sobre o tratamento para a infecção em área de saúde, os atuais protocolos de sepse e o papel do fisioterapeuta e do farmacêutico no manejo da doença serão alguns dos temas abordados durante o dia de palestras que acontece, hoje, no auditório do Palácio Henrique de La Rocque, das 9h às 18h.A sepse é responsável pela ocupação de cerca de 30% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil, sendo a principal causa de morte desses internados. Para Arthur Jucá, o médico intensivista e diretor clínico da Emserh, o tema representa um grande desafio para a medicina, pois ainda existe, em nível mundial, um atraso no diagnóstico, nas condutas iniciais e desconhecimento do assunto. “É preciso que as discussões sobre o tema cresçam, no sentido de ampliar o conhecimento do assunto em diferentes meios, inclusive esclarecendo a população”, afirmou.Saiba maisEmbora a doença possa acometer qualquer pessoa, alguns perfis de pacientes são mais suscetíveis a ter a sepse. São eles:- Pacientes com menos de um mês de vida e idosos;- Aqueles que possuem o sistema de defesa do organismo enfraquecido, como pacientes imunocomprometidos, seja por doenças (diabetes, câncer etc.) ou por medicamento;- Pessoas com ferimentos graves, como grandes traumas, queimaduras e ferimentos penetrantes;- Aqueles que sofrem com doenças crônicas debilitantes;- Pacientes com hospitalização prévia ou que passaram por alguma cirurgia recentemente;- Pessoas que tenham dispositivos invasivos (cateteres e sondas, por exemplo).Não existem vacinas para prevenir a sepse. A melhor forma de prevenir a doença é prevenindo a infecção. A orientação médica é adotar um estilo de vida saudável, aliando alimentação adequada, atividades físicas e descanso.Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.
Fonte: O Estado do Maranhão-MA
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