Mortalidade por sepse de pacientes em prontos-socorros de hospitais públicos chega a 51%

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Notícias Mortalidade por sepse de pacientes em prontos-socorros de hospitais públicos chega a 51% 13 de Setembro é o Dia Mundial da Sepse, síndrome que mata uma pessoa a cada segundo no mundo. 13/09/2016 A sepse hoje é responsável por mais óbitos do que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio. Estima-se cerca de 15 a 17 milhões de casos registrados por ano no mundo, sendo 670 mil só no Brasil. Ao contrário do que se pensa, sepse – conhecida antigamente como septicemia ou infecção generalizada – não é um problema apenas de pacientes já internados em hospitais, pois a maioria dos casos é de pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência. O aumento da incidência e a progressiva gravidade desses pacientes fazem com que os custos de tratamento também sejam elevados.O Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), avaliou em sua base de dados a mortalidade por sepse de pacientes provenientes dos prontos-socorros. Os dados revelaram que 51,7% de pacientes com sepse, atendidos inicialmente em prontos-socorros (PS) de hospitais públicos, vão a óbito, enquanto em hospitais particulares esse número é de 22,8%. Possíveis explicações para essa diferença importante incluem dificuldade no reconhecimento precoce e um número inadequado de profissionais nos PS de hospitais públicos.“O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Todas as instituições devem treinar suas equipes, principalmente de enfermagem, para reconhecer os primeiros sinais de gravidade e dar atendimento preferencial a esses pacientes nos serviços de urgência”, explica o médico intensivista Dr. Luciano Azevedo, presidente do ILAS.O médico alerta ainda que o tratamento adequado nas primeiras seis horas tem clara implicação no prognóstico e na sobrevida dos pacientes. “Medidas simples, como coleta de exames, culturas, antibióticos na primeira hora e hidratação podem salvar vidas”.O grupo de maior risco para o desenvolvimento da sepse é formado por crianças prematuras e abaixo de um ano e idosos acima de 65 anos; portadores de câncer; pacientes com AIDS ou que fazem uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo contra infecções; pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes; usuários de álcool e drogas; e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, tubos para medicação (cateteres) e tubos para coleta de urina (sondas).Mas, atenção: qualquer pessoa pode ter sepse. “Embora não existam sintomas específicos, todas as pessoas que estão com infecção e apresentam febre, aceleração do coração, respiração mais rápida, fraqueza intensa e, pelo menos, um dos sinais de alerta, como pressão arterial baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou ficam confusos (principalmente idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico”, esclarece Dr. Luciano Azevedo.O desconhecimento da população em relação aos primeiros sintomas e, consequentemente o atraso na procura de auxilio, também é um dos entraves a serem vencidos. Uma pesquisa do ILAS em 134 municípios brasileiros mostrou que 93% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre a sepse. De forma oposta, 98% tinham conhecimento prévio sobre infarto do coração.Para mudar esse cenário é importante a organização de campanhas de esclarecimento envolvendo sociedades médicas e imprensa. Pelo quinto ano consecutivo, O ILAS participa do Dia Mundial da Sepse em 13 de Setembro. A ação reúne mais de três mil instituições em todo mundo e é comandada mundialmente pela Global Sepsis Alliance (GSA). O objetivo da campanha é mudar o quadro cada vez mais preocupante da incidência e mortalidade por sepse no mundo.Dia Mundial da Sepse no Brasil – No dia 13 de setembro, o ILAS mobilizará 14 cidades brasileiras para ação de conscientização da síndrome junto à população em locais de grande circulação, como rodoviárias e terminais de ônibus e metrô. Na ocasião, será distribuída uma história em quadrinho, criada pelo ILAS, que retrata de forma simples a questão da importância do rápido diagnóstico, permitindo o entendimento por leigos. Nesse dia, também, profissionais de saúde estarão à disposição da população para responder às dúvidas.Além disso, o ILAS distribuirá essa história em quadrinho aos pacientes e aos familiares e um material específico para os profissionais de saúde do pronto-socorro e das unidades de terapia intensiva (UTI), em 1.700 instituições brasileiras.Outros materiais – Serão afixados nas estações do metrô de São Paulo cartazes explicativos e serão criados dois vídeos – para leigos e profissionais de saúde – disponibilizados na Fanpage e site do Dia Mundial da Sepse
Fonte: Revista Hospitais Brasil-BR

Hoje é dia de combater a sepse, infecção que pode levar à morte

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A sepse é a principal causa de óbitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Estimativas mostram que a cada 5 minutos uma pessoa morre de sepse no mundo. A doença mata mais do que infarto e câncer juntos, numa incidência mundial. O problema ocorre quando um agente infeccioso, como bactérias, vírus ou fungo, entra na corrente sanguínea da pessoa e afeta todo o sistema imunológico, o que pode provocar uma inflamação descontrolada no organismo.Para alertar para a gravidade do problema e da importância do socorro imediato ao surgimento de sintomas, foi criado o Dia Mundial de Combate à Sepse, lembrado todo 13 de setembro. Uma ampla campanha será realizada no Hospital São Domingos durante toda a semana para sensibilizar a população sobre esse problema, muitas vezes negligenciado.“Normalmente, quando a gente tem alguma infecção, nosso organismo gera uma resposta inflamatória, responsável por conter esse processo infeccioso. Algumas vezes, entretanto, essa resposta inflamatória é exacerbada e, além de conter o processo infeccioso, lesa alguns órgãos do paciente e causa seu mau funcionamento. Então, no caso do cérebro, a pessoa pode começar a ficar sonolento; no caso do coração, a pessoa pode ficar com a pressão mais baixa. Vários órgãos podem ser acometidos”, explica o médico Rodrigo Azevedo, da UTI do Hospital São Domingos.Segundo o médico, a sepse pode ocorrer em qualquer pessoa que esteja com um quadro infeccioso, com febre e alguma infecção presumida ou confirmada e que seja acompanhada de alguma disfunção orgânica, entre elas disfunção cerebral, apresentada por sonolência, ou taquicardia (respiração mais rápida). “A pessoa que apresenta algum desses sintomas pode ter sepse e deve procurar imediatamente um pronto socorro para que se identifique a ocorrência e se inicie o tratamento. O atendimento de paciente com sepse deve ser rápido e preciso”, alerta.PropensãoRodrigo Azevedo explica que algumas pessoas têm maior propensão a desenvolver sepse, como por exemplo, aquelas que têm alguma doença prévia, como insuficiência renal, imunossupressão (deficiência das defesas normais do organismo), problema crônico do fígado, recém-nascidos e idosos.O médico alerta que a sepse é uma doença grave, que, quando não leva a óbito, pode deixar sequelas que alteram a qualidade de vida da pessoa, como fraqueza muscular, insuficiência orgânica (como renal, pulmonar e outras).Segundo o especialista, atualmente a maior parte dos estudos mostra que é importante haver protocolos, pois isso faz com que se identifique o paciente com sepse com maior rapidez e se defina o tratamento mais correto. “O Hospital São Domingos já tem seu protocolo de sepse há muitos anos e tem como base tudo o que há de mais recente na literatura médica internacional. Com isso, a gente consegue manter uma boa recuperação e sobrevida para os pacientes que têm sepse”, informa.PalestrasEmbora seja uma velha conhecida da comunidade médica e hospitalar, a sepse é um dos assuntos que mais desafiam a medicina. Hoje, dia conhecido no calendário da saúde como o Dia Mundial de Combate à Sepse, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), atual responsável pela gestão de parte das Unidades de Saúde do Estado, promove um dia de programação sobre o tema. Aberto ao público, o evento tem como alvo principal os profissionais da rede de saúde pública.A ampla discussão com novas orientações sobre o tratamento para a infecção em área de saúde, os atuais protocolos de sepse e o papel do fisioterapeuta e do farmacêutico no manejo da doença serão alguns dos temas abordados durante o dia de palestras que acontece, hoje, no auditório do Palácio Henrique de La Rocque, das 9h às 18h.A sepse é responsável pela ocupação de cerca de 30% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil, sendo a principal causa de morte desses internados. Para Arthur Jucá, o médico intensivista e diretor clínico da Emserh, o tema representa um grande desafio para a medicina, pois ainda existe, em nível mundial, um atraso no diagnóstico, nas condutas iniciais e desconhecimento do assunto. “É preciso que as discussões sobre o tema cresçam, no sentido de ampliar o conhecimento do assunto em diferentes meios, inclusive esclarecendo a população”, afirmou.Saiba maisEmbora a doença possa acometer qualquer pessoa, alguns perfis de pacientes são mais suscetíveis a ter a sepse. São eles:- Pacientes com menos de um mês de vida e idosos;- Aqueles que possuem o sistema de defesa do organismo enfraquecido, como pacientes imunocomprometidos, seja por doenças (diabetes, câncer etc.) ou por medicamento;- Pessoas com ferimentos graves, como grandes traumas, queimaduras e ferimentos penetrantes;- Aqueles que sofrem com doenças crônicas debilitantes;- Pacientes com hospitalização prévia ou que passaram por alguma cirurgia recentemente;- Pessoas que tenham dispositivos invasivos (cateteres e sondas, por exemplo).Não existem vacinas para prevenir a sepse. A melhor forma de prevenir a doença é prevenindo a infecção. A orientação médica é adotar um estilo de vida saudável, aliando alimentação adequada, atividades físicas e descanso.Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.
Fonte: O Estado do Maranhão-MA

Dia Mundial da Sepse conta com o apoio GSA

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No dia 13 de setembro mais de 60 países participam do Dia Mundial da Sepse. A campanha é promovida pela Global Sepsis Alliance (GSA) e tem o objetivo de promover a conscientização quanto à enfermidade. No Brasil, a GSA apoia as ações da AMIB voltadas ao Dia Mundial da Sepse, como o 1º Congresso Mundial da Sepse, que ocorreu nos dias 8 e 9 de setembro.“Acreditamos que a data aumenta a consciência sobre o problema, mundialmente. É ótimo notar o grande trabalho realizado no Brasil em relação ao assunto. Com certeza, faz do País um dos líderes mundiais na luta contra o problema”, afirma Konrad Reinhart, presidente da GSA, sobre o trabalho conjunto.

Fonte: Amib-BR

CHN promove palestra gratuita pelo Dia Mundial da Sepse

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Para marcar o Dia Mundial da Sepse, em 13 de setembro, o CHN (Complexo Hospitalar de Niterói) promoverá uma palestra gratuita, às 15 horas, com sessão de perguntas e respostas para a população em geral, com o objetivo de esclarecer as dúvidas sobre a doença e reforçar a importância da data comemorativa. O evento acontecerá no auditório do próprio hospital e será conduzido pelo Dr. Mozart Bellas – médico do CTI Geral do CHN.A enfermeira Daniele Moço, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, de uma forma muito descontraída, falará da importância da higienização para o controle e a prevenção da sepse e ensinará a técnica correta de lavagem das mãos. A sepse é uma inflamação generalizada do organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Atualmente, a doença continua sendo a principal causa de morte nas unidades de terapia intensiva (UTI). Ela mata mais do que o infarto do coração e do que alguns tipos de câncer. O Brasil tem uma das mais altas taxas de morte por sepse do mundo e, por isso, há um forte empenho para mudar essa estatística.A inscrição deve ser feita pelo telefone (21) 2729-1154 – Centro de Estudos, com a srta. Amanda. O CHN fica localizado na Rua La Salle, 12, Centro, Niterói, RJServiçoData: 13 de setembro.Horário: 15h.Local: auditório do CHN.Inscrições: (21) 2729-1154.Palestra gratuita e aberta ao público em geral.
Fonte: Difundir-BR

Ação alerta para detecção e tratamento imediatos da sepse, conhecida como infecção generalizada

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Uma história em quadrinhos foi entregue a quem passava pelo desembarque doméstico do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, localizado na Zona Oeste de Manaus, com o intuito de divulgar e alertar as pessoas sobre os sinais e sintomas, além do tratamento da sepse – uma infecção que ataca os órgãos, fazendo-os deixar de funcionar plenamente. A ação foi desenvolvida por uma equipe do Hospital Pronto-Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, que é associado ao Instituto Latino Americano de Sepse (Iles), na manhã desta terça-feira (13). A data escolhida é alusiva ao dia mundial de combate à doença que, segundo dados do Instituto, contabiliza mais de 400 mil casos em todo o Brasil, causando a morte de cerca de 220 mil pessoas todos os anos.“A sepse hoje, no mundo, mata mais que câncer e infarto. Então, toda vez que temos um paciente diagnosticado com sepse, ele é atendido de maneira diferenciada. A coleta de exames e o início do tratamento devem ocorrer em menos de uma hora, porque a cada hora que passa no retardo do início do antibiótico, aumenta em 7% a mortalidade destes pacientes. Precisamos alertar para a importância do reconhecimento rápido dos sintomas para procurar atendimento médico”, ressaltou a infectologista do HPS, Mayla Borba.A sepse é comumente conhecida como ‘infecção generalizada’ e, se não iniciado o tratamento em tempo hábil, o paciente pode entrar em choque séptico, sendo necessário o uso de drogas específicas para normalização. Por conta desta disfunção orgânica, um paciente nestas condições tem maiores chances de morrer.“A sepse é uma infecção que, quando o paciente não consegue combater sozinho, vai para outros órgãos, diminuindo suas respectivas funções. Então, ela começa a diminuir a função do rim, do fígado, do cérebro, dos pulmões e, por isso, é tão grave”, disse Mayla.Sinais e sintomasMayla afirma que o reconhecimento precoce é primordial para o tratamento adequado da doença e que, por isso, é necessário ficar atento aos sinais e sintomas que o paciente apresenta quando dá entrada em uma unidade hospitalar.“Todo paciente que chega com uma temperatura axilar maior que 38,3°C, frequência respiratória maior que 20 e cardíaca maior que 90, uma pressão sistólica abaixo de 90, sonolência ou confusão mental, é dado como possivelmente portador de sepse pela enfermeira”, caracteriza a infectologista.A partir do pré-diagnóstico, o paciente é reavaliado por um médico e, então, triado como ‘roxo’ (cor da pulseira colocada no enfermo para designar as prescrições pertinentes ao caso de sepse) e é aberto o protocolo específico. Quando aberto este registro, o paciente, em uma hora, recebe a primeira dose do antibiótico, realiza a coleta de exames laboratoriais e recebe hidratação venosa.No Delphina Aziz já há o protocolo para o tratamento diferenciado dos pacientes com sepse há seis meses. Neste período, 50 pacientes já foram atendidos e, segundo a infectologista do hospital, a maioria apresentou boa evolução no quadro e sem necessidade de transferência para outras unidades de saúde.“Nossa taxa de letalidade é muito baixa quando comparada a dados brasileiros. Nós tivemos uma taxa de 14% mas, quando comparamos com números nacionais que chegam a ser mais que 50%, a gente vê que está no rumo certo, mas ciente de que muitas coisas devem ser feitas”, declarou Mayla.A ação terá continuidade pela parte da tarde de hoje no HPS. Segundo a infectologista, a equipe multidisciplinar do hospital precisa de treinamentos constantes.“Precisamos buscar e aumentar a sensibilidade na detecção destes pacientes”, finalizou a médica.O institutoO Instituto Latino Americano de Sepse (Iles) tem como missão auxiliar no processo de aperfeiçoamento da qualidade assistencial do paciente portador de sepse grave através da implementação de protocolos baseados em evidências científicas, da geração e difusão de conhecimentos e do desenvolvimento de estudos clínicos.No Brasil, 14 capitais são associadas aos institutos, inclusive Manaus, por meio do HPS, Delphina Aziz. Lá, os protocolos específicos para pacientes com sepse são gerados desde março deste ano.Por Rosianne Couto
Fonte: Amazonas em Tempo-AM

13 de setembro: Dia Mundial da Sepse

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Entenda a meningoccemia, seus sintomas e formas de prevençãoA doença meningocócica é súbita e potencialmente fatal, da qual, em média, uma pessoa pode morrer a cada oito minutos no mundo. Tipicamente, ela se manifesta como meningite bacteriana – uma infecção das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal; ou sepse – uma infecção da corrente sanguínea, também chamada de meningoccemia.Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e a Argentina.A meningite e a septicemia (sepse) são doenças graves e podem afetar qualquer pessoa de qualquer idade, mas bebês, crianças e jovens estão em maior risco. A meningite e a septicemia não são comuns, mas podem matar em horas. Por isso, uma forma muito importante de prevenção é a vacinação. Pode-se contrair meningite e septicemia ao mesmo tempo.A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada.Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta inflamatória numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos do paciente.3Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos. É responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil.A doença é a principal geradora de custos nos setores público e privado. Isto é devido à necessidade de utilizar equipamentos sofisticados, medicamentos caros e exigir muita dedicação da equipe médica. De acordo com o software ILAS online, em 2015 aconteceram 7.733 casos de pacientes com sepse grave e choque séptico no Brasil. Em 2005 o número de casos registrados foi de 171.De acordo com o grau de evolução, a síndrome pode ser classificada em três diferentes níveis:1) Sepse – a resposta inflamatória provocada pela infecção está associada a pelo menos mais dois sinais. Por exemplo, febre, calafrios, falta de ar etc.;2) Sepse grave – quando há comprometimento funcional de um ou mais órgãos;3) Choque séptico – queda drástica de pressão arterial que não responde à administração de líquidos por via intravenosa.SintomasOs sintomas variam de acordo com o grau de evolução do quadro clínico. Os mais comuns são: febre alta ou hipotermia, calafrios, diminuição na eliminação de urina, respiração acelerada dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado e alteração no nível de consciência.Outros sinais possíveis da síndrome são o aumento na contagem dos leucócitos e a queda no número de plaquetas.DiagnósticoO diagnóstico da sepse depende de avaliação clínica e laboratorial criteriosa para identificar e tratar a doença subjacente que deu origem ao processo infeccioso.Com esse objetivo, são realizados exames de sangue, como a hemocultura, exames de urina e, se necessário, a cultura das secreções respiratórias. Exames de imagem, como radiografia, ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética, podem ser úteis para esclarecer o diagnóstico.RecomendaçõesO risco de contrair infecções será menor se forem respeitados os seguintes princípios básicos:* lavar as mãos com frequência com água e sabão;* manter o esquema de vacinação atualizado.VacinasAtualmente existem quatro vacinas disponíveis para imunização ativa contra os cinco principais sorogrupos causadores da doença meningocócica no Brasil, são elas:– Vacina Adsorvida Meningocócica C (Conjugada), a única disponível gratuitamente no Programa Nacional de Imunização (PNI), na rede pública.– Vacina Meningocócica ACWY (Conjugada). Esta vacina ACWY é conjugada à proteína carreadora CRM197.– Vacina Meningocócica ACWY (Conjugada). Esta vacina ACWY é conjugada ao toxóide tetânico.– Vacina Adsorvida Meningocócica B (Recombinante).
Fonte: GSK
Site: Ederepente50-BR

Sepse mata e população precisa conhecer sintomas, alerta médico

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Uma doença que faz uma vítima por segundo, tem taxa de mortalidade de mais de 50% e mata mais que infarto ou câncer. A sepse, ou infecção generalizada como é popularmente conhecida, merece atenção tanto dos médicos como de toda população. A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do paciente. Segundo dados levantados pela GSA (Global Sepsis Alliance – Aliança Global da Sepse, em tradução livre), surgem a cada ano cerca de 30 milhões de novos casos no mundo. No Brasil o quadro é alarmante. Dados de estudos epidemiológicos, coordenados pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), apontam que cerca de 30% dos leitos das unidades de terapia intensiva em nosso país são ocupados por pacientes com sepse grave; e a taxa de mortalidade pode chegar a 55% dos pacientes que apresentam sepse nas UTIs brasileiras. De acordo com o ILAS, no Brasil são pelo menos 400 mil casos por ano, que resultam em cerca de 240 mil mortes e mais de R$ 20 bilhões destinados ao tratamentoA doença é a principal geradora de custos nas UTIs dos setores público e privado. Isto é devido à necessidade de utilizar equipamentos sofisticados, medicamentos caros e exigir muito trabalho da equipe médica. De acordo com o ILAS, no Brasil são pelo menos 400 mil casos por ano, que resultam em cerca de 240 mil mortes e mais de R$ 20 bilhões destinados ao tratamento. Segundo o médico infectologista do Hospital Santa Rosa, Luciano Côrrea, é importante que a população conheça melhor a doença e fique alerta para os sintomas, pois a agilidade no início do tratamento é vital. “As primeiras horas de tratamento são as mais importantes. Os pacientes devem receber antibioticoterapia adequada o mais rápido possível, pois a piora do quadro pode ocorrer em minutos”, ressalta. O ILAS constatou ainda que, enquanto quase 100% da população já ouviu falar em infarto e que ao menor sinal de dor no peito procuraria um hospital, pouco mais de 90% nunca ouviu falar de sepse e desconhece os sintomas. “Isso é muito preocupante, pois a sepse mata muito mais que um ataque cardíaco. No Brasil, a mortalidade pode chegar a 65% dos casos, já a média mundial está em torno de 30-40%”, alertou o infectologista. Campanha Com o objetivo de fazer a população em geral e médica entenderem a doença e procurar mudar o quadro cada vez mais preocupante da incidência e mortalidade, dia 13 de setembro é marcado como o Dia Mundial da Sepse. A ação reúne mais de 60 países e é comandada pela Global Sepsis Alliance (GSP). Na última década, a taxa de incidência da doença aumentou entre 8% e 13% em relação à década passada, sendo responsável por mais óbitos do que alguns tipos de câncer, como o de mama e o de intestino. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a desnutrição, pobreza, falta de acesso a vacinas e o tratamento de forma e em tempo inadequados contribuem para o aumento da mortalidade. Sintomas Normalmente, os primeiros sintomas são aqueles associados com a fonte de infecção, como tosse devido à pneumonia ou a dor abdominal se o foco for uma apendicite. Pode haver sintomas como febre, aumento das frequências cardíaca e respiratória. Também é preciso se atentar aos indícios de agravamento da infecção, como falta de ar, redução da produção de urina, tontura ou alteração do estado mental com confusão, agitação ou sonolência podem ser marcadores de disfunções orgânicas. Luciano Côrrea destaca ainda que todas as pessoas podem ter sepse, mesmo aquelas saudáveis. “No entanto, aquelas em condições vulneráveis, como os diabéticos, portadores de câncer, aidéticos, portadores de insuficiência renal ou aqueles que apresentam qualquer forma de imunossupressão, bem como recém-nascidos prematuros e idosos são os mais suscetíveis às formas mais graves de infecção”, explica. Qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecções na barriga e infecções urinárias. Por isso quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da sepse. Para tal, o tratamento rápido das infecções é uma estratégia que deve ser adotada. Tratamento O tratamento da sepse não exige recursos sofisticados, se for diagnosticada precocemente. A maioria das medidas eficazes pode ser realizada com o treinamento dos profissionais de saúde, utilizando recursos disponíveis na maioria das unidades de saúde. A principal medida para combater a doença é administrar antibióticos pela veia o mais rápido possível. Podem ser necessários oxigênio, líquidos na veia e medicamentos que aumentem a pressão arterial. A diálise pode ser necessária se os rins pararem de funcionar. Um aparelho de respiração artificial pode ser utilizado em caso de dificuldade respiratória grave. Luciano Corrêa destaca ainda que os pronto-atendimentos dos hospitais devem estar preparados para fazer o diagnóstico rápido. “O Hospital Santa Rosa é pioneiro em Mato Grosso na elaboração de um protocolo próprio para assistência em casos de sepse. Em alguns casos, o quadro de sintomas pode ser confundido com uma virose mais forte, o paciente volta para casa e morre em questão de horas. Instituições de saúde e médicos devem se conscientizar sobre a gravidade dessa patologia, que é comum, mas desprezada”, lamenta o médico. Prevenção É possível prevenir qualquer tipo de doença mantendo um estilo de vida saudável, com alimentos nutritivos, exercício físico e descanso. As mãos devem ser lavadas com frequência.A prevenção da sepse é feita prevenindo a infecção. Não existem vacinas para prevenir a sepse, mas existem imunizações disponíveis para determinados agentes patogênicos, tais como gripe, H1N1, pneumonia, rotavírus entre outras. Também é possível impedir a sepse com um tratamento adequado de qualquer infecção grave. Isto significa que os medicamentos devem ser tomados na quantidade e no período indicados pelo médico; não se deve tomar antibióticos desnecessariamente, para reduzir as chances de desenvolver infecções resistentes, nem prescritos para outra pessoa e evitar a automedicação. Se a doença não apresentar melhora ou se piorar, a pessoa deve procurar um médico.
Fonte: Midia News-BR

Rede Mater Dei de Saúde investe em protocolos assistenciais gerenciados para reconhecimento imediato de sepse

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Rede Mater Dei de Saúde investe em protocolos assistenciais gerenciados para reconhecimento imediato de sepse O Dia Mundial da Sepse, 13.09, foi instituído pela Global Sepsis Alliance – GSA, uma organização sem fins lucrativos, para aumentar a percepção da sepse entre profissionais de saúde e o público leigo e, assim, priorizar a sepse como uma emergência médica a fim de que todos os pacientes possam receber intervenções básicas, incluindo antibióticos e fluidos intravenosos, dentro da primeira hora. De acordo com estudos da GSA, o tratamento precoce está associado à melhora na sobrevida mas a aderência a essas medidas ainda é muito baixa no Brasil e no mundo. A Sepse é uma das principais causas de morte em hospitais no país, com letalidade em torno de 60%, uma das maiores do mundo. Pesquisas revelam que são mais de 400 mil casos e, aproximadamente, 220 mil pessoas morrem todos os anos por causa da doença. O principal desafio das unidades de saúde é o diagnóstico precoce de sepse. A Rede Mater Dei de Saúde acredita que a efetiva implementação de protocolos assistenciais gerenciados e o investimento em treinamentos para os profissionais de saúde são capazes de promover o reconhecimento e o diagnóstico precoce e, consequentemente, diminuir a letalidade por sepse. A agilidade é fundamental no tratamento da doença: a cada hora perdida a mortalidade aumenta. Mas, o que é a Sepse? É a manifestação, a resposta do organismo a uma doença infecciosa adquirida na comunidade ou dentro do hospital, que pode estar localizada no pulmão, na urina ou mesmo no intestino. A gerente médica da Rede Mater Dei de Saúde, Daniela Pagliari, explica que ao tentar combater essa infecção, pode haver um desarranjo entre resposta inflamatória e anti-inflamatória do organismo que gera um mal funcionamento dos órgãos e então acontece o que chamamos de sepse grave e choque séptico. “Comumente, as pessoas associam a sepse à infecção hospitalar. Por isso, é preciso esclarecer que tanto as infecções de urina, dor de garganta e pneumonias adquiridas em casa podem evoluir com sepse grave, assim como as infecções adquiridas no hospital. Um ponto importante é que a sepse grave e o choque séptico são reações desorganizadas e desequilibras do organismo em relação a uma infecção e que existe uma predisposição genética que favorece o desenvolvimento de sepse grave e choque séptico, que deve ser sempre levada em conta. Outra questão, diz respeito a predisposição que alguns pacientes têm para desenvolver sepse, que está relacionada com a diminuição das defesas do organismo, como acontece nos pacientes imunossuprimidos como diabéticos, renais crônicos, oncológicos e portadores de Síndrome da Imunodeficiência adquirida – Sida”, explica Daniela. Sintomas iniciais de uma infecção grave: Febre alta, aceleração no coração, respiração rápida/falta de ar, fraqueza, queda da pressão arterial/pressão baixa, redução da quantidade de urina, sonolência, alteração da consciência. Diante de suspeita de Sepse, procure imediatamente uma unidade de saúde. Diagnóstico: Não existe exame específico para diagnóstico da sepse. Ele é sempre feito somando um conjunto de sinais, sintomas e de alterações de exames laboratoriais. Por isso, todos os profissionais de saúde devem estar informados e treinados para reconhecer os sinais e os sintomas iniciais de sepse, como o mal funcionamento de órgãos. O rápido reconhecimento da doença e o tratamento adequado aumentam as chances de sobreviver. Os Prontos-socorros do Mater Dei Santo Agostinho e do Mater Dei Contorno contam com protocolos específicos de reconhecimento de sepse. “Com a iniciativa, as enfermeiras que estão diante de quadro de infecção estão treinadas para sinalizarem os casos de suspeita de sepse. A partir desta sinalização, os pacientes são encaminhados para o cuidado prioritário do médico. Após a avaliação inicial, imediatamente e confirmada a forte suspeita de sepse, passa-se à coleta de culturas do sangue, a introdução de antibióticos e a hidratação com uso de soro. Estas três medidas têm seus tempos monitorados, continuamente, no intuito de corrigir eventuais atrasos e, entendemos, que são medidas que param a sepse e quando implementadas e gerenciadas são capazes de salvar vidas”, esclarece a gerente médica.
Fonte: Rede Mater Dei voltar ao topo
Site: ANAHP-BR

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O Dia Mundial da Sepse, doença que mata mais de 200 mil brasileiros por ano, será lembrado com palestra e ação preventiva nesta terça-feira, dia 13, no Hospital Alberto Rassi – HGG. Antigamente conhecida como infecção generalizada, essa doença pode ser prevenida com lavagem das mãos e uso racional de antibióticos. A partir das 15 horas, os familiares e acompanhantes receberão panfletos e orientações na portaria, antes de entrarem para visitarem os pacientes nas enfermarias e Centro de Terapia Intensiva (CTI).Os profissionais que trabalham na unidade também receberão orientações sobre a doença. O coordenador do CTI, Durval Pedroso, vai ministrar uma palestra a partir das 19 horas, no Auditório do HGG, com o tema “Sepse, um problema de saúde pública”.De acordo com a gerente do Núcleo de Educação Continuada do HGG, Fabrícia Cândida, o Dia Mundial da Sepse é importante para conscientizar os colaboradores sobre a importância de seguir o protocolo correto da doença. “O HGG sempre investe no treinamento dos profissionais, para que os primeiros sinais da doença sejam reconhecidos rapidamente”.Além disso, os visitantes do HGG também receberão informativos que explicam o que é sepse, e como o familiar pode identificar. “É importante esclarecer os sintomas dessa doença, que são febre alta, aceleração do coração, respiração rápida, fraqueza, pressão baixa, diminuição da quantidade de urina, sonolência, confusão, entre outros. Hoje a sepse mata mais que infarto e câncer, e é preciso disseminar as informações tanto para os profissionais da saúde, quanto para a população”.A doençaOs dados do Instituto Latino Americano de Sepse mostram que a letalidade de pacientes provenientes do serviço de urgência em instituições públicas brasileiras é de 51,7%. As razões para essa letalidade elevada são múltiplas, entre elas: condições básicas de saúde da população inadequadas; dificuldade de acesso ao sistema de saúde; falta de infraestrutura na rede hospitalar, principalmente nos setores de urgência; número inadequado e despreparo de profissionais para atendimentoe desconhecimento entre profissionais de saúde.Mais informações: (62) 3209-9700
Fonte: Goiás Agora-GO

Novo Rio recebe Dia Mundial da Sepse. Doença mata mais que câncer ou infarto

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A cada segundo uma pessoa morre no mundo por causa da síndrome da Sepse. Por isso, o Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS) desenvolve amanhã, das 8h às 15h, atividades de conscientização no Terminal Rodoviário do Rio de Janeiro. Esse ano as ações acontecerão em outras 14 capitais do país.— A doença é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção, ou seja, uma resposta inflamatória do corpo que deu errado — explica o médico infectologista Ricardo de Freitas.O problema hoje é responsável por mais óbitos do que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio. Estima-se que cerca de 15 a 17 milhões de casos são registrados por ano no mundo, sendo 670 mil apenas no Brasil.— O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Todas as instituições devem treinar suas equipes, principalmente de enfermagem, para reconhecer os primeiros sinais de gravidade e dar atendimento preferencial a esses pacientes nos serviços de urgência — alerta o médico intensivista Luciano Azevedo, presidente do ILAS.Serão distribuídas, durante a campanha, histórias em quadrinhos, criadas pelo ILAS, que retratam de forma simples a questão da importância do rápido diagnóstico. Haverá também profissionais de saúde à disposição da população para responder dúvidas. O instituto enviará ainda material específico para mais de 1.700 instituições.Febre e agitação são comunsOs sintomas da sepse variam de acordo com o grau de evolução do quadro clínico do paciente. Os mais comuns são: febre alta ou hipotermia, calafrios, baixa produção de urina, dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado, agitação e confusão mental.O tratamento adequado nas primeiras seis horas após a infecção tem grande implicação no prognóstico e na sobrevida dos pacientes.— Medidas simples, como coleta de exames, culturas, antibióticos na primeira hora e hidratação podem salvar vidas — menciona Luciano Azevedo.
Fonte: Extra-RJ