Instituto Latino Americano de Sepse – Sepse em Foco - Nº 01- Março - 2015
 
 
Case de sucesso
Hospital Paulistano comemora queda na taxa de letalidade por sepse

Em 2010, o Hospital Paulistano (SP) aderiu ao processo de implementação de protocolos gerenciados de sepse em parceria com o ILAS. No primeiro trimestre de implantação, a taxa de letalidade estava em 66,7%. Hoje, chegou-se a 27%.

A Campanha teve início com treinamento de toda a equipe assistencial e elaboração de instrumentos de triagem e dos protocolos de tratamento

e de antibioticoterapia empírica institucionais, contendo todos os passos necessários. “No início, a equipe encontrou dificuldades com os exames que devem ser coletados e com a disponibilidade dos antibióticos a serem ministrados imediatamente ao diagnóstico”, explicou Mariana Barbosa, do Gerenciamento do Protocolo de Sepse do Hospital Paulistano.

Para superar essa dificuldade, foi criado um kit de exames laboratoriais para facilitar os pedidos e agilizar a entrega dos resultados. A equipe também decidiu por montar um estoque de ATB no pronto socorro, incluir o medicamento na maleta do código amarelo nas unidades de internação e difundir o uso do guia de ATB pelo SCIH, para auxiliar na escolha do melhor antimicrobiano pela equipe médica.
“Os dados são gerenciados por uma enfermeira case manager, que acompanha os casos no momento que ocorrem, auxiliando no atendimento, tirando as possíveis dúvidas e ajudando na logística das transferências dos pacientes”, explicou Mariana. 

A profissional do Gerenciamento do Protocolo complementa dizendo que, após a implantação, obteve-se uma melhora na adesão ao pacote de 6 horas, diagnóstico mais precoce e queda na taxa de mortalidade. “Com isso, houve melhora na qualidade da assistência a esses pacientes.”

   
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