Dia Mundial da Sepse

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Dia Mundial da SepseMortalidade por sepse de pacientes de prontos-socorros de hospitais públicos chega a 51%Marcia Rodrigues16/08/2016 21:38São Paulo, 16 de agosto de 2016 – A sepse hoje é responsável por mais óbitos do que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio. Estima-se cerca de 15 a 17 milhões de casos registrados por ano no mundo, sendo 670 mil só no Brasil. Ao contrário do que se pensa, sepse – conhecida antigamente como septicemia ou infecção generalizada – não é um problema apenas de pacientes já internados em hospitais, pois a maioria dos casos é de pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência. O aumento da incidência e a progressiva gravidade desses pacientes fazem com que os custos de tratamento também sejam elevados.O Instituto Latino Americano de Sepse, ILAS, avaliou em sua base de dados a mortalidade por sepse de pacientes provenientes do prontos-socorros. Os dados revelaram que 53,17% de pacientes com sepse, atendidos inicialmente em prontos-socorros (PS) de hospitais públicos, vão a óbito, enquanto em hospitais particulares esse número é de 25,8%. Possíveis explicações para essa diferença importante incluem dificuldade no reconhecimento precoce e um número inadequado de profissionais nos PS de hospitais públicos. “O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Todas as instituições devem treinar suas equipes, principalmente de enfermagem, para reconhecer os primeiros sinais de gravidade e dar atendimento preferencial a esses pacientes nos serviços de urgência”, explica o médico intensivista Dr. Luciano Azevedo, presidente do ILAS.O médico alerta ainda que o tratamento adequado nas primeiras seis horas tem clara implicação no prognóstico e na sobrevida dos pacientes. “Medidas simples, como coleta de exames, culturas, antibióticos na primeira hora e hidratação podem salvar vidas”.O grupo de maior risco para o desenvolvimento da sepse é formado por crianças prematuras e abaixo de um ano e idosos acima de 65 anos; portadores de câncer; pacientes com AIDS ou que fazem uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo contra infecções; pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal e diabetes; usuários de álcool e drogas; e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, tubos para medicação (cateteres) e tubos para coleta de urina (sondas).Mas atenção: qualquer pessoa pode ter sepse. “Embora não existam sintomas específicos, todas as pessoas que estão com infecção e apresentam febre, aceleração do coração, respiração mais rápida, fraqueza intensa e, pelo menos, um dos sinais de alerta, como pressão arterial baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou ficam confusos (principalmente idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico”, esclarece Dr. Luciano Azevedo. O desconhecimento da população em relação aos primeiros sintomas e, consequentemente o atraso na procura de auxilio, também é um dos entraves a serem vencidos. Uma pesquisa do ILAS em 134 municípios brasileiros mostrou que 93% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre a sepse. De forma oposta, 98% tinham conhecimento prévio sobre infarto do coração. Para mudar esse cenário é importante a organização de campanhas de esclarecimento envolvendo sociedades médicas e imprensa. Pelo quinto ano consecutivo, O ILAS participa do Dia Mundial da Sepse em 13 de Setembro. A ação reúne mais de 3 mil instituições em todo mundo e é comandada mundialmente pela Global Sepsis Alliance (GSP). O objetivo da campanha é mudar o quadro cada vez mais preocupante da incidência e mortalidade por sepse no mundo. Como será o Dia Mundial da Sepse no Brasil – No dia 13 de setembro, o ILAS mobilizará catorze cidades brasileiras para ação de conscientização da síndrome junto à população em locais de grande circulação, como rodoviárias e terminais de ônibus e metrô. Na ocasião, serão distribuídos uma história em quadrinho (CLIQUE AQUI), criada pelo ILAS, que retrata de forma simples a questão da importância do rápido diagnóstico, permitindo o entendimento por leigos. Nesse dia, também, profissionais de saúde estarão à disposição da população para responder às dúvidas.Além disso, o ILAS distribuirá essa história em quadrinho aos pacientes e aos familiares e um material específico (CLIQUE AQUI) para os profissionais de saúde do pronto-socorro e das unidades de terapia intensiva (UTI), em 1.700 instituições brasileiras.Outros materiais – Serão afixados nas estações do metrô de São Paulo cartazes explicativos e serão criados dois vídeos – para leigos e profissionais de saúde – disponibilizados na Fanpage e site do Dia Mundial da Sepse. Curta nossa página Dia Mundial da Sepse
Fonte: Plano A Comunicação
Site: Moreira Jr Editora-BR

Panorama e protocolos da sepse no Brasil

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O Brasil está no topo da lista dos países mais desinformados sobre Sepse, de acordo com o instituto mundial GSA (Global Sepsis Alliance). Isso porque, dados da pesquisa informam que aproximadamente 93% da população brasileira nunca ouviu falar sobre esse problema de saúde, mais conhecido como infecção hospitalar. A doença afeta mais de 30 milhões de pessoas todo ano, no mundo todo, levando ao óbito em mais de 20% dos casos.Com o objetivo de mudar este quadro da incidência e mortalidade por sepse no Brasil a Intensicare convida a comunidade médica e demais profissionais de saúde para uma palestra com a médica intensivista, Flávia Machado, que já ocupou o cardo de vice-presidente do Instituto Latino-Americano de Sepse, sobre Panorama e protocolos da sepse no Brasil. “Esta atividade de educação continuada tem como foco o desenvolvimento dos profissionais da área de saúde do DF e segurança do paciente, bem como dá início às nossas atividades do Dia Mundial da Sepse, lembrado no dia 13 de setembro”, comenta Dra. Jamile Thomé, diretora-técnica da Intensicare.A palestra será realizada na quinta-feira (11) a partir de 13h30 no auditório do Hospital Regional de Santa Maria. O evento será aberto para a comunidade médica e assistencial de saúde bastando levar 1kg de alimento não perecível para entrar, que será doado para uma comunidade carente local. Data: Quinta-feira (11/08) Horário: 13:30h às 17:30h Local: Auditório do Hospital Regional de Santa Maria – Quadra AC 102 Conjunto A, B, C e D Entrada: 1kg de alimento não perecívelSobre a Intensicare A Intensicare é a maior especialista em gerenciamento de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Brasil. Com mais de 10 anos de atuação no mercado, possui UTIs instaladas em diversas regiões do país. Com uso de tecnologias de ponta, equipe altamente capacitada e atendimento humanizado, a empresa tem como objetivo salvar vidas, cuidar de pessoas e levar medicina de qualidade ao maior número possível de pacientes. Para mais informações acesse o site www.intensicare.com.br ou entre em contato através do telefone (62) 3956-5850.
Fonte: Saúde Business 365-BR

Sepse 3.0

Em 22 de fevereiro, o JAMA publicou as novas definições de sepse. O ILAS foi convidado a endossá-las mas recusamos. Leia nossas razões.

Documento inicial
Documento atualizado.

On February 22th, JAMA published the new sepsis definition. LASI was invited to endorse them and decided to refuse. Read our reasons.

Initial statement
Updated statement

Campanhas de saúde movimentam a cidade até o fim de semana

Projetos de conscientização contra a sepse e o gigantismo têm o objetivo de orientar a população contra doenças comuns, mas pouco conhecidas

Quem passar pela Rodoviária Novo Rio nesta quinta-feira, entre 7h e 14h, receberá um folheto explicativo intitulado “Pare a sepse, salve vidas”. É uma campanha para alertar a população sobre a infecção generalizada gerada por germes patogênicos, que atinge 400 mil pessoas anualmente no Brasil. Destas, morrem 220 mil. Os dados são da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), responsável pelo projeto junto com o Instituto Latino-Americano (Ilas). No programa estão informações sobre o que é o mal, quais os riscos e o diagnóstico. Médicos também responderão a dúvidas da população.

Dados de estudos epidemiológicos brasileiros, coordenados pelo Ilas, apontam que cerca de 17% dos leitos de UTIs no país são ocupados por pacientes de sepse grave. A taxa de mortalidade chega a alcançar 55% dos pacientes. Na última década, a incidência da doença aumentou entre 8% e 13% em relação à década passada. Entre os sintomas, calafrios, confusão ou delírio e diminuição na excreção de urina.

— É uma das doenças mais comuns e menos reconhecidas — alerta Flávia Machado, vice-presidente do Ilas.

Para Luciano Azevedo, médico intensivista membro da instituição, o envelhecimento populacional é uma das razões do crescimento.

— É um grande fator, aliado ao aumento das intervenções de alto risco e o desenvolvimento de agentes infecciosos mais virulentos e resistentes a antibióticos.

O Rio de Janeiro não será a única cidade a receber a mobilização. Em São Paulo, Salvador, Brasília e Porto Alegre a campanha também irá à população. Confira os locais no final da matéria.

Também na quinta-feira, o Instituto Espaço de Vida retorna ao Rio para alertar a população sobre a acromegalia, doença que tem como causa a produção excessiva de hormônio de crescimento na idade adulta. Durante a infância ou a adolescência, pode ser chamada de gigantismo. A campanha distribuirá materiais de alerta aos sinais e sintomas da doença e terá equipe para esclarecimentos na Central do Brasil, no Mercadão de Madureira e no Complexo do Alemão. O evento acontece das 11h às 16h.

— No início, as alterações são mais sutis e a pessoa pode nem perceber, mas vão se agravando se não tratadas — alerta Christine Battistini, fundadora da instituição.

Além das alterações no corpo, a acromegalia também causa suor excessivo, dor de cabeça, formigamentos nas mãos, dores nas articulações, cansaço excessivo, alterações na visão, disfunções sexuais, distúrbios menstruais, diabetes, roncos, pressão alta, apneia do sono e aumento da tireoide. O tratamento da acromegalia pode ser feito por meio de cirurgia ou de medicamentos.

No sábado, na Quinta da Boa Vista, próximo à saída do Largo da Cancela, estudantes e professores de diversas faculdades de biologia do Rio de Janeiro mostram, a partir das 10h, como é a rotina da profissão a jovens e adultos. No Bio na Rua, mais de 30 trabalhos produzidos nas academias serão demonstrados ao público. Entre os temas estão ecologia, biologia marinha, zoologia, botânica, genética, educação ambiental, sustentabilidade, reciclagem e consumo consciente. A estimativa é da visita de mais de mil pessoas.

— A ideia é esclarecer a população sobre a profissão do biólogo e sobre o que se produz em uma universidade pública, cientes da importância dos projetos de extensão para o estabelecimento do vínculo entre a produção universitária e a comunidade. Acreditamos que é um direito do cidadão saber onde parte do seu imposto é investido — alega Daniela de Carvalho, uma das organizadoras do evento.

Locais do “Pare a sepse, salve vidas”:
Rio de Janeiro:

    • Rodoviária Novo Rio – das 7h às 14h

São Paulo:

    • Terminal Rodoviário Tietê – das 7h às 14h
    • Shopping Metrô Tatuapé – de meio-dia às 18h

Salvador:

    • Terminal Rodoviário de Salvador – das 7h às 14h
    • Aeroporto Internacional de Salvador – das 8h30m às 15h30m

Brasília:

    • Rodoviária de Brasília – das 7h às 14h
    • Aeroporto Internacional de Brasília – das 7h às 14h

Porto Alegre:

    • Estação Rodoviária de Porto Alegre – das 7h às 14h
  • Terminal Parobé – das 7h às 14h

Sepse é um inimigo silencioso, fatal e quase desconhecido

O termo sepse origina-se do grego sêpsis, que significa putrefação. A sepse, como manifestação de diferentes endemias e epidemias, causou profundo impacto na história da humanidade. Um dos exemplos mais ilustrativos é a epidemia da peste, que, na sua forma septicêmica, dizimou um terço da população europeia no século XIV.

Essa alusão a um episódio do passado pode nos trazer a ilusão de que com a descoberta dos microrganismos e dos antibióticos achamos a solução para um problema tão importante.

Infelizmente não; estima-se que ocorram cerca de 20 milhões de casos anualmente, com mortalidade que, nas formas graves,  ultrapassa 50%. Esses casos estão concentrados particularmente em regiões menos favorecidas, com diagnóstico tardio e carência de leitos de terapia intensiva.

Sepse pode ser definida como a repercussão ou manifestação sistêmica de uma infecção. Isso significa que a partir de um foco infeccioso, por exemplo, uma infecção urinária ou uma pneumonia, todo o corpo fica comprometido.

Na sepse, como no infarto ou no acidente vascular cerebral, tempo é vidaReinaldo Salomão, infectologista, sobre importância de diagnóstico precoce em casos de infecção

Isso pode acontecer por disseminação da infecção, que alcança o sangue e a partir dele os diferentes órgãos (daí os termos septicemia, infecção disseminada ou até envenenamento do sangue) ou pela própria resposta inflamatória do nosso organismo.

O paciente apresenta calafrios, o coração bate mais rápido e a respiração fica mais difícil. Órgãos distantes da infecção inicial passam ter as funções comprometidas, até que, numa situação extrema o paciente apresenta importante queda de pressão (choque séptico).

Fica claro, portanto, que à medida que a doença avança aumenta muito a chance de o paciente não sobreviver ao tratamento e aqui temos um importante aspecto: o tempo. Diagnóstico e tratamento precoces salvam vidas. Diagnóstico e tratamento tardios tornam-se ineficazes. Na sepse, como no infarto ou no acidente vascular cerebral (ou derrame), tempo é vida.

Sepse no Brasil e no mundo

A sepse ocorre com elevada frequência em diferentes partes do mundo. Nos Estados Unidos estima-se um milhão de casos por ano, acometendo de forma especial a população mais idosa. Um estudo com Unidades de Terapias Intensivas (UTIs) de 75 países mostrou que metade dos pacientes sob cuidados intensivos apresentava infecção.

No Brasil, há uma estimativa de cerca de 400.000 casos anuais de sepse. É notório que o impacto da sepse é diferente entre os países, sendo o número de mortes maior em países com menos recursos.

Um banco de dados de diferentes países, publicado há alguns anos, mostrava mortalidade média de 39%, com países com mortalidade tão baixa quanto 22% (Austrália) e tão alta quanto 57% (Malásia). O Brasil situava-se mais próximo do extremo com maior mortalidade, de 56%.

Para acentuar o problema, a mortalidade por sepse diminuiu em países como Austrália e Nova Zelândia, mas permanece sem redução significativa em nosso país. Um estudo recente, conduzido em cerca de 200 UTIs no país, mostrou que cerca de 30% dos leitos estavam ocupados por pacientes com sepse; desses mais da metade não sobreviveu.

Para diminuir o número de pessoas que morrem com sepse é importante preveni-la e, uma vez que ela aconteça, que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos o mais rápido possível. Para isso precisamos trabalhar com o público leigo, divulgar os sinais de alerta para sepse (suspeita de infecção e febre, calafrios, coração batendo rápido ou cansaço para respirar) para que os familiares procurem auxílio médico.

Uma pesquisa encomendada pelo ILAS (Instituto Latino-Americano de Sepse) ao Datafolha mostrou que apenas 7% dos brasileiros tinham ouvido falar de sepse; precisamos trabalhar com a equipe médica e multiprofissional de saúde, para que o atendimento seja feito de forma coordenada e rápida no hospital; inserir a sepse dentro das políticas públicas de saúde e empregar esforços na pesquisa sobre a síndrome, de forma a descobrir novas abordagens terapêuticas. Por fim, é importante levar o conhecimento adquirido para a beira de leito, de forma que o paciente se beneficie do mesmo.

Não podemos ficar indiferentes: um em cada dois pacientes com sepse grave ou choque séptico morrem no Brasil. É importante conhecer, é importante reconhecer, é urgente tomar atitude.

Mortalidade no Centro-Oeste é a mais alta do País

A taxa de mortalidade por sepse (infecção generalizada) na região Centro-Oeste do Brasil é de 70%, a maior do País. A informação é do Instituto Latino Americano da Sepse (Ilas), que realizou pesquisa qualitativa em 229 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) brasileiras, investigando 2.705 pacientes. O órgão estima que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano no Brasil, causando a morte de 240 mil pessoas neste mesmo período. Dos pacientes internados em tratamento intensivo com a síndrome, 55,7% morrem. Nos EUA, a taxa de mortalidade é de 18%. Em países da Europa, como a França, 30%. Na Austrália, 18%.

A sepse ocorre quando um agente infeccioso – tais como bactérias, vírus ou fungo – entra na corrente sanguínea de uma pessoa. A infecção afeta todo o sistema imunitário, o que então desencadeia uma reação em cadeia que podem provocar uma inflamação descontrolada no organismo. Esta resposta de todo o organismo à infecção produz mudanças de temperatura, da pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração. As formas mais graves de sepse também podem causar uma disfunção de órgãos ou o chamado choque séptico.

A infectologista Andrea Spadeto, gerente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do Hospital Alberto Rassi (HGG), destaca que qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para sepse. “Quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da sepse e quanto mais cedo for o diagnóstico, mais chances de reduzir a mortalidade”.

Para o médico Haikal Helou, presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), diversos fatores podem contribuir para os altos índices do País, inclusive o hábito de usar antibióticos indiscriminadamente. “Já temos trabalhado no sentido de combater a venda sem prescrição, mas sabemos que ainda existe. Isso gera a criação de uma seleção de bactérias não sensíveis, fazendo da redução da mortalidade um desafio ainda maior”.

Helou afirma que a afirma que a falta de estrutura de muitos hospitais também podem contribuir para as complicações. “Não é privativo de Goiás, muitos Estados estão sofrendo com as consequências da abertura de inúmeros Centros de Terapia Intensiva, que contrastam com a estrutura da unidade. Uma CTI precisa de grau de qualidade, suporte de especialistas, laboratórios etc”.

De acordo com o presidente, a Ahpaceg pretende divulgar os índices de seus hospitais para que os pacientes possam compará-los com os demais, inclusive internacionais. “Muita gente ainda tem medo de pegar infecção em um hospital de alta complexidade, mas as infecções podem ocorrer em todo local. O que precisa ser feito é baixar os índices para números aceitáveis”.

Superação

A funcionária pública Nilda Lopes de Oliveira Lisita, de 52 anos, não teve tempo para ficar surpresa com o diagnóstico de sepse. Ela começou a sentir dores nas costa, cansaço e febre horas depois de passar por uma endoscopia. No dia seguinte, também com diarreia e vômito, voltou a procurar atendimento médico e foi diagnosticada com dengue. Na madrugada seguinte, ela já daria entrada direto na UTI e logo após, perderia a consciência, permanecendo em coma por 41 dias. “Só não morri porque não era a minha hora. Já havia sido desenganada pelos médicos.”