Sepse mata cerca de 400 mil brasileiros por ano

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Sepse mata cerca de 400 mil brasileiros por ano Comumente chamada de “infecção generalizada”, doença tem taxa de mortalidade que pode chegar a 60%. 13/09/2016 0 Segundo levantamento do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), o Brasil é campeão mundial (ao lado da Malásia) em mortes por sepse. Estimativas do Instituto revelam ainda que a sepse grave mata 400 mil brasileiros por ano e tem custo anual de R$ 17 bilhões ao sistema hospitalar. O terapeuta intensivista e diretor médico do Hospital Esperança Olinda (PE), Marcos Bravo Reis, explica que a sepse é uma resposta desregulada do organismo a uma infecção que provoca alterações da função de órgãos muitas vezes distantes daquele acometido pela infecção. “É o que o leigo, de forma inocente, denomina de ‘infecção generalizada’”, diz o médico, que cita como exemplo a insuficiência renal causada por uma pneumonia.A sepse pode ser desencadeada tanto por infecções bacterianas como por vírus ou fungos e tem uma taxa de mortalidade que pode variar entre 40% e 60%. Pacientes idosos, imunocomprometidos, restritos ao leito, portadores de câncer e diabéticos são alguns dos mais propensos à sepse. “A doença, infelizmente, não é prevenível. O que podemos impedir é sua progressão e a piora do paciente”, explica Marcos. “A melhor estratégia é a conscientização de toda a população, que, em sua maioria, não tem a mínima noção do problema”, revela. Outra estratégia fundamental é o diagnóstico precoce ainda na sala de emergência e o tratamento rápido com administração de antibiótico, adequada hidratação e suporte também precoce para os órgãos que estão deficientes.Segundo o médico, o diferencial para o tratamento da sepse está no preparo de cada instituição para lidar com o problema. “No Hospital Esperança Olinda, trabalhamos de forma eficiente através da identificação e início do tratamento. Isso ocorre a partir da utilização de um protocolo de sepse baseado nas melhores práticas, treinamento contínuo das equipes e acompanhamento dos resultados por um grupo de trabalho multidisciplinar que se reúne semanalmente visando a discussão de todos os casos e o acompanhamento deles desde a entrada até a saída”, explica Marcos.“Hoje, podemos afirmar que mais de 90% dos pacientes incluídos no protocolo não evoluem para uma nova disfunção orgânica”, completa o profissional. Para alcançar esses resultados, no entanto, o treinamento precisa ser constante. Por isso, no dia 27 de setembro, o Esperança Olinda promove capacitação junto aos colaboradores que exercem função não assistencial para mostrar o que é a sepse e quais as medidas adotadas pelo hospital, além dos resultados em seu diagnóstico e tratamento.“Sepse é um problema de saúde pública muitas vezes negligenciado pelo poder público. Apesar de ser o motivo de internação mais comum em terapia intensiva, ele é uma afecção comum a todas as especialidades médicas, profissionais de saúde, familiares e pacientes”, alerta o terapeuta intensivista Marcos Reis, que conclui: “Pare a sepse, salve vidas!”.
Fonte: Revista Hospitais Brasil-BR
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