Profissionais da rede pública de saúde discutem diretrizes de combate ao Sepse

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Em Dia Mundial de Sepse, profissionais da rede pública de saúde discutem diretrizes de combate a infecções. Foto: DivulgaçãoA cada segundo uma pessoa morre vítima de Sepse no mundo. Talvez, o termo Sepse seja desconhecido para você e para muitas outras pessoas que estejam fazendo essa leitura, mas certamente quase todo mundo já ouviu falar em complicações de uma infecção que podem levar a morte. Sepse é o agravamento de um quadro infeccioso por meio do qual ocorre um conjunto de manifestações em todo o organismo.Antes reconhecida como septicemia ou infecção no sangue, passou a ser comumente conhecida como infecção generalizada, uma das principais causas de morte tardia nos hospitais do Brasil, matando mais que doenças como o infarto e câncer, segundo o Instituto Latino Americano de Sepse – ILA. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos do paciente, levando a óbito se não abordada de modo precoce e correta.O assunto ganhou repercussão mundial e nacionalmente nesta terça-feira, dia 13, conhecido no calendário da saúde como o Dia Mundial de Combate a Sepse. Segundo o ILA, a cada segundo, uma pessoa morre no mundo vítima de Sepse e o Brasil figura entre um dos campeões por mortes em decorrência da doença, deixando para trás países como Argentina e Índia, o dado é do estudo mundial Progress. A doença acomete mais de 400 mil pacientes anualmente no Brasil, sendo que 65% destes vêm a óbito, enquanto a média mundial da doença varia entre 30-40 por cento.Em São Luís, pela passagem do dia temático, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares – EMSERH, atual responsável pela gestão de parte das Unidades de Saúde do Estado, promoveu nesta terça-feira, 13, Dia Mundial de Combate a Sepse, uma programação especial sobre o tema. O evento voltado para os profissionais da Rede de Saúde Pública teve como foco a ampliação do debate sobre o assunto a partir da atualização do tema, a troca de experiências entre as equipes de profissionais e a aplicação dos protocolos de SEPSE nas Unidades de Saúde da Rede.Infectologistas, Médicos Intensivistas, Enfermeiros, Farmacêuticos e Fisioterapeutas palestraram para o público que participou da programação no auditório do Palácio Henrique de La Rocque.Nacionalmente, a Sepse é responsável pela ocupação de cerca de 30% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sendo a principal causa de morte destes pacientes. Para o Cardiologista e Intensivista, Marko Antônio Freitas, que dirigiu a palestra “Protocolo de Sepse”, a abordagem correta da doença é um dos maiores desafios da medicina moderna, pois o diagnóstico da Sepse somente acontece após a junção de uma série de análises do estado clínico do paciente, tornando, portanto, o reconhecimento precoce do quadro no principal aliado da equipe médica. “O nosso desafio é sempre aprofundar para chegar ao diagnóstico precoce da doença, quanto mais cedo a Sepse for diagnosticada, aumentamos muito a chance de reverter o quadro daquele paciente”.Ianik Leal, médica e presidente da EMSERH ressaltou que a programação mostra que, assim como acontece em âmbito mundial e nacional, o Maranhão segue na mesma linha de se aprofundar sobre a tema com o objetivo de reduzir a mortalidade por Sepse no país. “A Sepse não é uma exclusividade que atinge apenas quem está sob os cuidados da rede pública, é um problema de saúde pública que ignora classificação social e alcança o sistema público e privado, por isso aproveitamos esta data para ampliar o debate e mostrar o nosso compromisso no combate à doença”.Além dos dados preocupantes, no que concerne ao comprometimento da saúde da população, um dado de origem econômica também chama a atenção quando falamos de Sepse: por ser uma doença que requer muito trabalho da equipe médica, medicamentos caros no tratamento e a necessidade de utilização de aparelhos sofisticados, segundo o ILA, a doença é a principal geradora de custos nos setores privado e público de saúde.
Fonte: Governo do Estado do Maranhão-BR
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