XIV Fórum Internacional de Sepse – IQG entrega o Certificado por Distinção na Identificação e no Tratamento da SEPSE para os Hospitais Mario Lioni e Adventista de Belém

O IQG desenvolveu o Programa de Desenvolvimento Distinção no Tratamento da Sepse, em parceria com o Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS) , com o objetivo de reconhecer as instituições de saúde que demonstram excelência clínica e notável compromisso com o tratamento da sepse.
No XIV Fórum Internacional de Sepse forem entregues os certificados dos primeiros hospitais com este selo no Brasil.
O primeiro hospital certificado foi o Mario Lioni, localizado em Duque de Caxias (RJ)

E o segundo hospital foi o Adventista de Belém, localizado em Belém (PA)

Parabéns para as instituições!

Uma das maiores causas de mortes que você provavelmente não conhece

“Eu praticamente morri sete vezes. Durante muito tempo, era uma incógnita se eu conseguiria sobreviver.”

Patrick Kane quase morreu em decorrência de uma doença que mata mais pessoas por ano no Reino Unido do que câncer de intestino, mama e próstata juntos: a sepse.

No Brasil, a síndrome, que é responsável por cerca de 233 mil óbitos em UTIs, é desconhecida por nove em cada dez pessoas.

Patrick tinha apenas nove meses quando um dia acordou passando mal, mole e apático.

O médico da família receitou o analgésico paracetamol, mas sua mãe continuou preocupada e decidiu levá-lo ao hospital.

No trajeto, porém, a situação se agravou rapidamente.

“Foi tudo muito rápido… logo na chegada eu tive falência múltipla de órgãos”, conta.

Patrick passou três meses e meio internado no Hospital St Mary’s, em Londres, onde teve alguns membros amputados: parte do braço esquerdo, os dedos da mão direita e a perna direita, abaixo do joelho.

Hoje, aos 19 anos, Patrick estuda bioquímica na Universidade de Edimburgo, na Escócia.

“Ou você conhece alguém que teve sepse, ou você nunca ouviu falar disso”, diz ele à BBC.

A declaração do estudante é respaldada por uma pesquisa do Instituto Datafolha de 2014, encomendada pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS).

De acordo com a pesquisa, realizada em 134 municípios brasileiros, 93,4% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre a doença, mais conhecida como infecção generalizada ou septicemia.

O que é sepse?

A sepse é uma resposta sistêmica do organismo a uma infecção, que pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou protozoários.

Normalmente, o sistema imunológico entra em ação para atacar a infecção e impedi-la de se espalhar. Mas, se ela consegue avançar pelo corpo, a defesa do organismo lança uma resposta inflamatória sistêmica na tentativa de combatê-la.

O ponto é que essa reação também representar um problema, uma vez que pode ter efeitos catastróficos no organismo.

Quando não diagnosticada e tratada rapidamente, ela pode comprometer o funcionamento de um ou vários órgãos do paciente e levar até a morte.

Qualquer processo infeccioso – seja uma pneumonia ou infecção urinária – pode evoluir para um quadro de sepse.

Quais são os sintomas?

A organização britânica UK Sepsis Trust, que se dedica a informar sobre a doença e a ajudar pacientes, lista seis sintomas que devem servir de alerta:

Fala arrastada

Tremores extremos ou dores musculares

Baixa produção de urina (passar um dia sem urinar)

Falta de ar grave

Sensação de que pode morrer

Pele manchada ou pálida

Já os sintomas em crianças pequenas incluem:

Aparência manchada, azulada ou pálida

Muito letárgico ou difícil de acordar

Pele fria fora do normal

Respiração muito rápida

Erupção cutânea que não desaparece quando você pressiona

Convulsão

“Os sintomas não são específicos, é difícil para a população em geral suspeitar que possa estar com sepse. Muita gente demora a procurar atendimento porque acha que os sintomas fazem parte do próprio quadro de infecção”, afirma o intensivista Luciano Azevedo, presidente do ILAS.

“Assim, todas as pessoas que estão com uma infecção e apresentam pelo menos um dos sinais de alerta (citados acima) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou seu médico”, recomenda.

O especialista lembra que idosos, crianças de até dois anos e pacientes com doença crônica não controlada ou deficiência do sistema imunológico apresentam um risco maior de desenvolver um quadro de sepse.

Por que a mortalidade é tão alta?

Estudo realizado em 2014 pelo ILAS mostra que são registrados por ano 419.047 casos de sepse em UTIs brasileiras, sendo que 55,7% (233.409) destas ocorrências resultam em óbito.

De acordo com Azevedo, a alta taxa de mortalidade pode ser explicada por uma série de fatores. Primeiramente, pela falta de conhecimento da população em relação à doença e seus sintomas, o que leva à procura de atendimento médico tardio.

Uma vez no hospital, os pacientes se deparam muitas vezes com o despreparo dos próprios profissionais de saúde em fazer o diagnóstico precoce da doença, considerado fundamental para o sucesso do tratamento.

“Na sepse, à medida que o comprometimento sistêmico avança, aumenta muito a chance de o paciente não sobreviver ao tratamento. Diagnóstico e tratamento precoces salvam vidas”, explica trecho da publicação Sepse: um problema de saúde pública, elaborada pelo ILAS, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, com o objetivo de orientar profissionais da saúde em relação à doença.

Além disso, existe a falta de infraestrutura da rede hospitalar – principalmente das emergências.

“Acredita-se que o número inadequado de profissionais para atendimento, ou seja, muito paciente para poucos médicos, e a dificuldade de acesso aos leitos das UTIs também colaboram para a elevada taxa de mortalidade”, completa Azevedo.

Tratamento

O tratamento da sepse deve ser realizado idealmente em unidades de terapia intensiva, onde são administrados antibióticos para combater o foco da infecção.

A redução da carga bacteriana é fundamental para o controle da resposta inflamatória – condutas que visam à estabilização do paciente são consideradas prioritárias e devem ser tomadas imediatamente.

Em alguns casos, são necessárias ainda medidas de suporte, como a hemodiálise por causa da insuficiência renal ou a ventilação mecânica para controlar uma possível insuficiência respiratória.

“Esse tratamento de suporte substitui as funções do organismo que estão prejudicadas, enquanto o antibiótico faz efeito. E é fundamental que o paciente esteja sempre monitorado, em decorrência das complicações que pode vir a ter”, explica Azevedo.

World Sepsis Day

No dia 13 de setembro de 2015, o World Sepsis Day organizou o primeiro Sepsis Webnar Mundial.

Mais de 20 experts em sepse, de todas as partes do mundo, apresentaram palestras online sobre temas específicos na àrea da sepse.

Caso você tenha perdido essa excelente oportunidade, você pode acessar as gravações do webnar clicando aqui

Hospital Cassems de Campo Grande é o primeiro do Estado a implementar protocolo contra Sepse

Na noite da última quinta-feira (24), o corpo clínico do Hospital Cassems de Campo Grande participou do lançamento do Protocolo de Sepse da Unidade Hospitalar. A médica Flávia Machado, que é coordenadora geral do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas) e responsável pelo protocolo, falou ao corpo clínico sobre a importância de garantir o aperfeiçoamento da qualidade assistencial ao paciente séptico.

De acordo com a Dra. Flávia, a Sepse é uma infecção generalizada e é responsável por cerca de 50% dos casos de morte nas UTIs dos hospitais brasileiros.

“A Sepse é uma das principais causas de morte no nosso país, então, discutimos como deve ser o atendimento nas primeiras horas, que são as mais importantes para termos mais chances de salvar o paciente. É evidente na literatura científica que os hospitais que implementam o protocolo gerenciado por Sepse consegue reduzir a mortalidade. Hoje, a mortalidade por Sepse nas UTIs brasileiras está em entre 50% a 55% e, com certeza, essa porcentagem é muito elevada, mas quando você regulamenta como vai prestar o atendimento, quando você treina a sua equipe para aquelas etapas você consegue diminuir essa mortalidade”, explica Flávia.

A diretora técnica do Hospital Cassems de Campo Grande, Priscila Alexandrino, destaca que a Unidade Hospitalar da Caixa dos Servidores da Capital é a primeira a receber o selo do Ilas.

“O Hospital Cassems aqui de Campo Grande será o primeiro de Mato Grosso do Sul a ter o selo do Ilas. Alguns hospitais de outros Estados brasileiros já têm o selo, mas no nosso Estado, será o pioneiro. O protocolo é seguido desde a recepção do paciente, na triagem do enfermeiro, se classificado como risco ele vai ser identificado como paciente com Sepse, que é uma infecção grave, e vai ser passado ao médico com essa informação. O paciente que chegar com algum sinal de infecção mais grave vai ser rapidamente atendido e o objetivo é diminuir a mortalidade”, afirma a diretora.

Para o diretor de Unidades Hospitalares da Caixa dos Servidores, Flávio Stival, o Hospital Cassems de Campo Grande se destaca pelo pioneirismo, seja na parte estrutural, ou pelos métodos de atendimento.

“Desde que foi concebida esta estrutura, fomos pioneiros no modelo construtivo, nos métodos de atendimento, na humanização do atendimento aos pacientes que nos procuram e não poderia ser diferente na assistência a saúde. Este protocolo de Sepse é extremamente importante, porque estudos mostram que se você tiver um diagnóstico mais rápido do paciente quando ele chega ao pronto socorro, quando você toma uma atitude diferente, você consegue salvar vidas. Esse é o nosso objetivo principal, atender da melhor forma, salvando pessoas e diminuindo assim o número de mortalidade que existe não só no nosso estado, mas em todo o país”, pontua Stival.

O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, acredita que a implementação do protocolo de Sepse vem ao encontro dos objetivos da Caixa dos Servidores que é oferecer o melhor atendimento sempre.

“A Sepse é um dos maiores fatores que fazem vítimas nos leitos de hospitais do país. Por isso, todo paciente que chegar ao nosso hospital com algum sinal de infecção mais grave será rapidamente atendido com uma série de procedimentos previstos pelo protocolo. Nosso objetivo sempre será oferecer o melhor atendimento e com o diagnóstico mais preciso”, finaliza Ayache.

 

Fonte: A Crítica

Infecção: sim ou não?

A mais prestigiosa revista médica do mundo, o New England Journal of Medicine, recusa anualmente centenas de artigos de qualidade por total falta de espaço. A Dra. Flavia Machado, do Departamento de Anestesia da USP, nos deu um presente de Natal em 2016. Seu artigo sobre os dilemas do trabalho do médico de CTI retrata uma realidade mundial.

Todos os dias, em todo mundo, os médicos intensivistas têm que fazer escolhas. Quando dilemas técnicos e éticos se associam a problemas sociais, pobreza e desigualdade, é chocante.

Já vive esse dilema.

A quem devo dar a última vaga existente: ao João, um jovem com traumatismo craniano que acaba de chegar à emergência, vindo transferido do terceiro hospital? ao Manuel, o vovozinho que acaba de ser submetido a uma grande cirurgia que removeu metade do seu fígado?  à Julinha, sim aquela meninha de olhos amendoados e grandes bochechas, que precisa ser reinternada por mais uma crise de asma, ou obedecer as duas ordens judiciais expedidas para pacientes, não menos graves, que aguardam uma chance para viver. A pobreza e a desigualdade, no Brasil, são chocantes.

Alguém, no final, conseguira essa última vaga.

O CTI é um local no qual, em geral, um quarto a um terço dos pacientes desenvolvem infecção grave (septicemia) na admissão ou nos dias subsequentes. A taxa de mortalidade relacionada à sepse está em torno de 30%.

A infecção hospitalar é a maior ameaça à segurança dos pacientes, em todo mundo.

No Rio de Janeiro, um estado falido, há no Instituto de Cardiologia do Estado, uma grave denuncia de que estão ocorrendo óbitos decorrentes de infecção em número além do esperado.

Há diversos aspectos a serem considerados, mas a falta de infraestrutura facilita sua disseminação.

Na sepse, à medida que o comprometimento sistêmico avança, diminuiu a chance do paciente sobreviver. Diagnóstico e tratamento precoces salvam vidas. Diagnósticos e tratamento tardios tornam-se ineficazes. Na sepse, como no infarto ou no acidente vascular cerebral (ou derrame), tempo é vida.

Para diminuir o número de pessoas que morrem com sepse é importante preveni-la e, uma vez presente, que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos o mais rápido possível. É preciso diminuir o tempo entre o início dos sintomas e o primeiro atendimento médico; precisamos trabalhar com a equipe multiprofissional de saúde para que o atendimento seja feito de forma coordenada e rápida. A lei determina que todo hospital deve ter uma Comissão de Infecção Hospitalar e os dados devem ser disponibilizados, para dar transparência e aprimorar o atendimento.

O médicos têm que proteger a vida. Quem faz denuncia leviana deve ser punido.

Médicos sérios que administram buscam o melhor para proteger o maior número possível de vidas. Sem transparência na análise da causa da mortalidade hospitalar não há medicina nem seriedade.

fonte: Noblat

Sem leitos de UTI, quem os médicos devem salvar?

“De todas as formas de desigualdade, a injustiça na saúde é a mais chocante e desumana.” 

A escolha da frase do líder Martin Luther King Jr. não é mero detalhe no artigo que a médica Flávia Machado publicou na edição de ontem do The New England Journal of Medicine. É a mais perfeita tradução da realidade que ela enfrenta numa das unidades de terapia intensiva (UTI) do Hospital São Paulo, na capital paulista.

O relato de Flávia dá a justa medida da precariedade enfrentada pelos médicos que tentam fazer o melhor num cenário de progressivo sucateamento da saúde pública. Se para os profissionais o dilema é moral, para os pacientes é questão de vida ou morte.

São 7 horas da manhã e, mais uma vez, precisamos decidir quem ocupará um leito na unidade de terapia intensiva (UTI) depois de uma cirurgia eletiva. Uma avó de 55 anos com câncer de intestino? Um idoso com metástase no fígado? Uma jovem que sente dor e precisa de cirurgia numa articulação para continuar a trabalhar e sustentar a família?

Deveríamos escolher ou recusar os pacientes que têm câncer? Deveríamos fazer escolhas baseadas na idade? Na qualidade de vida prévia? Ou no impacto social, se, por exemplo, o doente tem quatro crianças para criar? Devemos oferecer o leito a quem já o negamos antes? Ou devemos simplesmente deixar de brincar de Deus e conceder a vaga a qualquer pessoa que tenha pedido antes?

Escolhas – por vezes, trágicas – são feitas. “Na maioria dos dias alguém fica sem leito”, me disse Flávia. Ela não trabalha num hospital perdido no meio do sertão no estado mais pobre do país. Pelo contrário. Flávia dirige o setor de terapia intensiva da disciplina de anestesiologia da Escola Paulista de Medicina, uma instituição de referência ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

>> Artigo completo de Flávia Machado publicado no The New England Journal of Medicine

“Os frequentes cortes de verba nos hospitais federais pioram a qualidade do nosso atendimento”, diz ela. “Muitas vezes, um paciente da UTI está pronto para receber alta e liberar o leito, mas não há lugar para ele em outra ala do hospital.”

O problema não se resume às instituições federais. Um estudo do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), publicado com exclusividade por esta coluna, revela que pacientes graves esperam até dois dias por um leito de UTI em São Paulo. Doentes que não conseguem respirar sozinhos e precisam de entubação são acomodados nos leitos de retaguarda dos pronto-socorros.

“Isso é gravíssimo porque o doente está numa situação clínica instável e precisa de atendimento constante”, diz o psiquiatra Mauro Aranha, presidente do Cremesp. “Por lei, o paciente só pode ficar 24 horas no pronto-socorro à espera de vaga na UTI.”

>> Mais colunas de Cristiane Segatto

A crise na saúde, com subfinanciamento em todos os níveis de atendimento, motivou o Cremesp a realizar o estudo. Diretores clínicos de 15 hospitais públicos ou filantrópicos (confira a lista abaixo) relataram os problemas vividos em suas instituições, com a condição de que não fossem reveladas quais deficiências ocorrem em quais hospitais.

As principais queixas dos direitos clínicos:
A taxa de ocupação nos pronto-socorros é superior a 100%
• Os leitos que seriam dedicados à observação se transformam em leitos improvisados de UTI
• Há dificuldade para conseguir vaga para cirurgias eletivas, principalmente ortopédicas, com demora de três a quatro semanas para o paciente ser operado
Faltam vagas para cirurgias especializadas de urgência (como as neurológicas e vasculares ou os traumas cranioencefálicos)
• Na área clínica, há demanda reprimida por algumas especialidades, como endocrinologia
Há dificuldade para compra de implantes para realizar procedimentos, principalmente de mama, quadril, joelho e coluna

Os hospitais que participaram do levantamento:
• Casa da Saúde Santa Marcelina
• Conjunto Hospitalar do Mandaqui
• Hospital Central da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
• Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira
• Hospital do Servidor Público Municipal
• Hospital Geral de Taipas
• Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha
• Hospital Ipiranga
• Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya (Jabaquara)
• Hospital Municipal de Campo Limpo
• Hospital Municipal Professor Waldomiro de Paula
• Hospital São Paulo (Unifesp)
• Hospital Universitário da USP
• Hospital Municipal Professor Dr. Alípio Correa Neto
• Hospital Regional Sul

>> No Brasil, a conta da saúde fica com a prefeitura

O que as autoridades têm a dizer? O secretário municipal de saúde, Alexandre Padilha, participou de uma das reuniões do Cremesp. Disse que vai repassar as queixas à equipe do prefeito eleito João Doria, que assume em janeiro. “Há déficit de 1.000 leitos na cidade de São Paulo, que ficou dez anos sem abrir um hospital municipal”, disse Padilha na reunião.

O secretário estadual David Uip não foi a nenhuma das reuniões. Na última delas, uma advogada enviada pela Pasta ouviu os relatos e disse que a Secretaria Estadual de Saúde está disposta a conversar com os profissionais para melhorar as condições dos hospitais.

Gostaria de encerrar meu último texto de 2016 com uma mensagem de esperança. Não deu. Só posso agradecer a valorosa companhia de cada um de vocês e trabalhar sempre pela redução da mais chocante e desumana forma de desigualdade.

 

Fonte: Época

Morrem 55% dos pacientes com sepse em UTIs no Brasil

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Morrem 55% dos pacientes com sepse em UTIs no Brasil Gestores de hospitais têm papel fundamental na redução do número de óbitos. 14/09/2016 0 A sepse é um dos grandes desafios enfrentados pelas instituições de saúde. De acordo com um estudo feito pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), a expectativa de ocorrência de sepse no Brasil vai de 400 a 500 mil casos por ano. A mortalidade desses pacientes na UTI é de 55%, portanto de 200 a 240 mil pessoas chegaram ao óbito em decorrência dessa complicação.Uma gestão que se preocupa com a segurança do paciente e a qualidade no serviço oferecido tem maior chance em reduzir esse número, conforme explica Dra. Maria Carolina Moreno, superintendente da ONA. “É muito importante que os hospitais desenvolvam o protocolo de sepse e busquem sempre a melhoria contínua. Além disso, o gestor deve engajar sua equipe afim de que as decisões sejam tomadas em tempo hábil. Uma equipe preparada e focada no paciente consegue ter melhores resultados”, afirma.Para evitar que uma infecção já estabelecida progrida para sepse, deve-se diagnosticar precocemente a infeção e trata-la de forma adequada, de acordo com a Dra. Flávia Machado, coordenadora geral do Instituto Latino Americano de Sepse.“Além do problema da sepse adquirida na comunidade, no Brasil temos muita infecção hospitalar devido à falta de controle no uso de antimicrobianos e a medidas de prevenção que não são feitas da forma adequada. Entretanto, o que mais chama atenção na comparação do Brasil com outros países não é a incidência, ou seja, o número de casos por ano, mas sim a mortalidade”, explica.Ela menciona ainda a boa evolução dos casos de sepse em hospitais que possuem cultura de segurança do paciente e no controle da qualidade. “Os hospitais que estão envolvidos em programa de melhoria de qualidade, principalmente em termos da implementação de protocolos específicos para sepse, com certeza conseguem reduzir a ocorrência de casos mais graves. Muitos hospitais claramente reduziram a mortalidade depois da implementação de protocolos de sepse baseados em detecção precoce, ou seja, na presença dos critérios de resposta inflamatória e de disfunção orgânica”, garante Flávia.ONAA Organização Nacional de Acreditação (ONA) é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos que certifica a qualidade de serviços de saúde, com foco na segurança do paciente. Sua metodologia de acreditação é reconhecida pela ISQua (International Society for Quality in Health Care), associação parceira da OMS e que conta com representantes de instituições acadêmicas e organizações de saúde de mais de 100 países.Com 17 anos de atuação e mais de 500 instituições certificadas, a ONA se consolidou como a principal acreditação de saúde do país.Seus manuais são específicos para nove diferentes tipos de estabelecimentos: hospitais, ambulatórios, laboratórios, serviços de pronto atendimento, home care, clínicas odontológicas, clínicas de hemoterapia, serviços de terapia renal substitutiva e serviços de diagnóstico por imagem, radioterapia e medicina nuclear. A ONA também certifica serviços de apoio a instituições de saúde, como lavanderia, dietoterapia, esterilização e manipulação.
Fonte: Revista Hospitais Brasil-BR

Sepse mata cerca de 400 mil brasileiros por ano

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Sepse mata cerca de 400 mil brasileiros por ano Comumente chamada de “infecção generalizada”, doença tem taxa de mortalidade que pode chegar a 60%. 13/09/2016 0 Segundo levantamento do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), o Brasil é campeão mundial (ao lado da Malásia) em mortes por sepse. Estimativas do Instituto revelam ainda que a sepse grave mata 400 mil brasileiros por ano e tem custo anual de R$ 17 bilhões ao sistema hospitalar. O terapeuta intensivista e diretor médico do Hospital Esperança Olinda (PE), Marcos Bravo Reis, explica que a sepse é uma resposta desregulada do organismo a uma infecção que provoca alterações da função de órgãos muitas vezes distantes daquele acometido pela infecção. “É o que o leigo, de forma inocente, denomina de ‘infecção generalizada’”, diz o médico, que cita como exemplo a insuficiência renal causada por uma pneumonia.A sepse pode ser desencadeada tanto por infecções bacterianas como por vírus ou fungos e tem uma taxa de mortalidade que pode variar entre 40% e 60%. Pacientes idosos, imunocomprometidos, restritos ao leito, portadores de câncer e diabéticos são alguns dos mais propensos à sepse. “A doença, infelizmente, não é prevenível. O que podemos impedir é sua progressão e a piora do paciente”, explica Marcos. “A melhor estratégia é a conscientização de toda a população, que, em sua maioria, não tem a mínima noção do problema”, revela. Outra estratégia fundamental é o diagnóstico precoce ainda na sala de emergência e o tratamento rápido com administração de antibiótico, adequada hidratação e suporte também precoce para os órgãos que estão deficientes.Segundo o médico, o diferencial para o tratamento da sepse está no preparo de cada instituição para lidar com o problema. “No Hospital Esperança Olinda, trabalhamos de forma eficiente através da identificação e início do tratamento. Isso ocorre a partir da utilização de um protocolo de sepse baseado nas melhores práticas, treinamento contínuo das equipes e acompanhamento dos resultados por um grupo de trabalho multidisciplinar que se reúne semanalmente visando a discussão de todos os casos e o acompanhamento deles desde a entrada até a saída”, explica Marcos.“Hoje, podemos afirmar que mais de 90% dos pacientes incluídos no protocolo não evoluem para uma nova disfunção orgânica”, completa o profissional. Para alcançar esses resultados, no entanto, o treinamento precisa ser constante. Por isso, no dia 27 de setembro, o Esperança Olinda promove capacitação junto aos colaboradores que exercem função não assistencial para mostrar o que é a sepse e quais as medidas adotadas pelo hospital, além dos resultados em seu diagnóstico e tratamento.“Sepse é um problema de saúde pública muitas vezes negligenciado pelo poder público. Apesar de ser o motivo de internação mais comum em terapia intensiva, ele é uma afecção comum a todas as especialidades médicas, profissionais de saúde, familiares e pacientes”, alerta o terapeuta intensivista Marcos Reis, que conclui: “Pare a sepse, salve vidas!”.
Fonte: Revista Hospitais Brasil-BR

Passageiros de aeroporto de Manaus são alertados sobre riscos da sepse

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Ação foi realizada no Aeroporto Eduardo Gomes, nesta terça-feira (13).Sepse atinge até 17 milhões de pessoas a cada ano no mundo. Uma ação alertou para riscos da sepse, síndrome que mata uma pessoa a cada segundo no mundo, nesta terça-feira (13) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, no Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Os passageiros receberam exemplares de uma história em quadrinhos que retrata de forma simples a importância do diagnóstico rápido da doença.O trabalho é um alerta para a doença responsável por mais óbitos do que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio. A ação foi realizada em outras 13 capitais pelo Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS).“Entregamos a história em quadrinhos que explica a importância de reconhecer a sepse, de procurar atendimento em uma unidade de saúde e de tratar em tempo hábil”, explicou a enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do PS Delphina Aziz, Erielma Galvão, sobre a ação realizada no aeroporto.Estima-se que há cerca de 15 a 17 milhões de casos registrados por ano no mundo, sendo 670 mil somente no Brasil. Ao contrário do que se pensa, a sepse não é um só problema de pacientes já internados em hospitais. A maioria dos casos é de pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência.Todas as pessoas que estão com infecção e apresentam febre, aceleração do coração, respiração mais rápida, fraqueza intensa e, pelo menos, um dos sinais de alerta, como pressão arterial baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou confusão (principalmente idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico.O grupo de maior risco para o desenvolvimento da sepse é formado por crianças prematuras e abaixo de 1 ano e idosos acima dos 65 anos; portadores de câncer; portadores de HIV positivo ou que fazem uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo contra infecções; pacientes com doenças crônicas; usuários de álcool e drogas; e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, tubos para medicação (catéteres) e tubos para coleta de urina (sondas).
Fonte: G1-BR

Ação alerta para detecção e tratamento imediatos da sepse, conhecida como infecção generalizada

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Uma história em quadrinhos foi entregue a quem passava pelo desembarque doméstico do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, localizado na Zona Oeste de Manaus, com o intuito de divulgar e alertar as pessoas sobre os sinais e sintomas, além do tratamento da sepse – uma infecção que ataca os órgãos, fazendo-os deixar de funcionar plenamente. A ação foi desenvolvida por uma equipe do Hospital Pronto-Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, que é associado ao Instituto Latino Americano de Sepse (Iles), na manhã desta terça-feira (13). A data escolhida é alusiva ao dia mundial de combate à doença que, segundo dados do Instituto, contabiliza mais de 400 mil casos em todo o Brasil, causando a morte de cerca de 220 mil pessoas todos os anos.“A sepse hoje, no mundo, mata mais que câncer e infarto. Então, toda vez que temos um paciente diagnosticado com sepse, ele é atendido de maneira diferenciada. A coleta de exames e o início do tratamento devem ocorrer em menos de uma hora, porque a cada hora que passa no retardo do início do antibiótico, aumenta em 7% a mortalidade destes pacientes. Precisamos alertar para a importância do reconhecimento rápido dos sintomas para procurar atendimento médico”, ressaltou a infectologista do HPS, Mayla Borba.A sepse é comumente conhecida como ‘infecção generalizada’ e, se não iniciado o tratamento em tempo hábil, o paciente pode entrar em choque séptico, sendo necessário o uso de drogas específicas para normalização. Por conta desta disfunção orgânica, um paciente nestas condições tem maiores chances de morrer.“A sepse é uma infecção que, quando o paciente não consegue combater sozinho, vai para outros órgãos, diminuindo suas respectivas funções. Então, ela começa a diminuir a função do rim, do fígado, do cérebro, dos pulmões e, por isso, é tão grave”, disse Mayla.Sinais e sintomasMayla afirma que o reconhecimento precoce é primordial para o tratamento adequado da doença e que, por isso, é necessário ficar atento aos sinais e sintomas que o paciente apresenta quando dá entrada em uma unidade hospitalar.“Todo paciente que chega com uma temperatura axilar maior que 38,3°C, frequência respiratória maior que 20 e cardíaca maior que 90, uma pressão sistólica abaixo de 90, sonolência ou confusão mental, é dado como possivelmente portador de sepse pela enfermeira”, caracteriza a infectologista.A partir do pré-diagnóstico, o paciente é reavaliado por um médico e, então, triado como ‘roxo’ (cor da pulseira colocada no enfermo para designar as prescrições pertinentes ao caso de sepse) e é aberto o protocolo específico. Quando aberto este registro, o paciente, em uma hora, recebe a primeira dose do antibiótico, realiza a coleta de exames laboratoriais e recebe hidratação venosa.No Delphina Aziz já há o protocolo para o tratamento diferenciado dos pacientes com sepse há seis meses. Neste período, 50 pacientes já foram atendidos e, segundo a infectologista do hospital, a maioria apresentou boa evolução no quadro e sem necessidade de transferência para outras unidades de saúde.“Nossa taxa de letalidade é muito baixa quando comparada a dados brasileiros. Nós tivemos uma taxa de 14% mas, quando comparamos com números nacionais que chegam a ser mais que 50%, a gente vê que está no rumo certo, mas ciente de que muitas coisas devem ser feitas”, declarou Mayla.A ação terá continuidade pela parte da tarde de hoje no HPS. Segundo a infectologista, a equipe multidisciplinar do hospital precisa de treinamentos constantes.“Precisamos buscar e aumentar a sensibilidade na detecção destes pacientes”, finalizou a médica.O institutoO Instituto Latino Americano de Sepse (Iles) tem como missão auxiliar no processo de aperfeiçoamento da qualidade assistencial do paciente portador de sepse grave através da implementação de protocolos baseados em evidências científicas, da geração e difusão de conhecimentos e do desenvolvimento de estudos clínicos.No Brasil, 14 capitais são associadas aos institutos, inclusive Manaus, por meio do HPS, Delphina Aziz. Lá, os protocolos específicos para pacientes com sepse são gerados desde março deste ano.Por Rosianne Couto
Fonte: Amazonas em Tempo-AM