ILAS | Sepse em foco
 
Instituto Latino Americano de Sepse – Sepse em Foco - Nº 15 - Julho - 2018
 

América Latina contra a Sepse - 16 países se unem para combater a principal causa de morte e incapacidade evitável na América Latina

Em 30 de maio de 2018, o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) convocou uma reunião de países da América Latina (LATAM). Essa iniciativa foi em conjunta com a Global Sepsis Alliance (GSA) e apoiada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Os principais objetivos do encontro foram identificar os problemas comuns e programar possíveis avanços em relação à sepse nesses países tendo como base a resolução da OMS

Embora dados recentes sugiram que as taxas de mortalidade estão diminuindo nos países desenvolvidos, a situação atual em países de baixa e média renda é incerta. Há uma escassez de dados e os poucos estudos de alta qualidade sugerem que a carga da sepse é substancial e as taxas de mortalidade são inaceitavelmente altas. Na América Latina, a maioria dos países é de renda média e enfrenta desafios comuns no combate à sepse.

“Desigualdade social sem acesso universal à saúde pública qualificada, limitação de recursos e disponibilidade de UTI, escassez e qualificação limitada de profissionais de saúde e baixa conscientização entre leigos são questões comuns. As políticas do governo para lidar com o ônus da sepse geralmente são escassas”, aponta o documento elaborado pelo grupo.

Desde 2017, a sepse é reconhecida como uma prioridade de saúde global pela Resolução WHA A70 / 13 da OMS de 2017 (Confira aqui: https://www.global-sepsis-alliance.org/resolution). Sendo assim, os países membros da Organização Mundial de Saúde são incentivados a adotar políticas nacionais para melhorar a prevenção, o reconhecimento e o tratamento da sepse. No entanto, os números de morte e morbidade continuam altos em muitos países, entre eles alguns da América Latina, inclusive o Brasil.

“A conscientização sobre a sepse entre os prestadores de serviços de saúde e o público leigo nos países da América Latina ainda é muito baixa. Precisamos de mais políticas públicas e ações que levem à comunidade a importância sobre o tema”, disse Dra. Flávia Machado, uma das representantes da Delegação Brasileira.

Outra questão levantada pelo grupo para propor as ações foi a grande variação que há entre os ambientes da América Latina em relação aos serviços de saúde para tratar a sepse. “Identificamos também que as infecções hospitalares e a resistência antimicrobiana são problemáticas na área da saúde de diversos países da América Latina e é necessário olhar para essas questões que impactam significativamente no combate à sepse”, salienta Dr. Luciano Azevedo, presidente do ILAS.

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