Instituto Latino Americano de Sepse – Sepse em Foco - Nº 10 - Junho - 2017
 
ILAS e Datafolha divulgam nova pesquisa sobre o conhecimento da sepse pela população

O Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), em parceria com o Instituto de Pesquisas Datafolha, realizou nova pesquisa para mensurar o conhecimento da população sobre a sepse, além de comparar os resultados com os de pesquisa similar realizada em 2014.

A pesquisa foi realizada de 07 a 09 de março de 2017. Ao todo foram entrevistados 2.100 pessoas, em 130 municípios em todo Brasil, com idade acima de 16 anos. Desses, 43% eram da região Sudeste; 27% Nordeste; 15% Sul; e 15% Norte/Centro-Oeste, sendo 48% do sexo masculino. 38% com estudo fundamental, 44% médio e 18% superior.

A primeira pergunta foi: “Já ouviu falar em Sepse?”. A resposta, embora aponte um crescimento de 100% em relação à pesquisa de 2014, ainda é preocupante: dos 2.100 entrevistados, apenas 14% já havia ouvido falar sobre a síndrome que, no Brasil, mata mais do que infarto do miocárdio e câncer de mama.

A pergunta seguinte foi: “O que é sepse?”. Apenas 6% responderam ser “a resposta grave do organismo a uma infecção”, e 4% disseram ser “infecção no sangue”.

Na pesquisa desse ano, foi inserida a pergunta “Já ouviu falar no termo septicemia ou infecção generalizada?” feita apenas aos 86% dos entrevistados que apontaram não saber o que era sepse. Desses, 45% responderam ‘sim’ ao questionamento. Em seguida foi feita a pergunta estimulada: “Septicemia é...” e 25% dos entrevistados disseram ser “A resposta grave do organismo a uma infecção” e 22% “infecção no sangue”. Este resultado é importante por mostrar que o conhecimento sobre o nome anterior da sepse (septicemia) é melhor, indicando que os esforços de conscientização podem ser vinculados à noção de ser a sepse o nome atual para septicemia.

A título de comparação para avaliar o conhecimento sobre infarto do miocárdio, um questionário semelhante foi feito a todos os entrevistados. Ao questionamento “Já ouviu falar em infarto do coração?”. 99% dos entrevistados responderam SIM, e sobre “Quais são os sintomas?” 88% respondeu corretamente.

“A despeito da mortalidade por sepse no Brasil ser muito superior à do infarto do miocárdio, o conhecimento do público brasileiro sobre a síndrome ainda é bastante restrito. Campanhas de esclarecimento envolvendo sociedades médicas e imprensa para o público geral devem ser realizadas para minimizar o problema, porque o reconhecimento precoce e a busca imediata de auxílio médico podem impactar e ajudar a diminuir a elevada mortalidade por sepse em nosso país”, disse Dr. Luciano Azevedo, presidente do ILAS.

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